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Ai que saudades dos fantasmas...
colunista • frango@odemocrata.com.br
Frango nostálgico relembrando as noites de verão e seus enfeites natalinos... Recordo-me como se estivesse ali aquela decoração de que tanto tirei sarro anos atrás, aquela que parecia saída de uma festa de halloween, mas que foi utilizada para complementar as luzes do Natal.
Rezei durante muitos dias para que horrorosa obra nunca mais tomasse conta das ruas e praças da nossa cidade. Não só eu, mas também muitos outros são roquenses unidos nesta corrente de esperança em favor do bom gosto.
Óbvio que poucos gostaram daqueles abajures brancos. E é claro também que eles não remetiam nem um pouco à imagem do Menino Jesus em um presépio, mas pelo menos aquilo foi uma tentativa de deixar a cidade mais ‘atrativa’.
Quiçá sempre fosse assim. Meu amigo Leitão sempre repete: “Prefiro ter um filho burro (frango, leitão, burro... que fazenda!), mas esforçado, do que ter um gênio que acha que sua inteligência vai trazer sucesso sem suor.” E eu concordo! Vale mais a pena uma tentativa frustrada, do que não tentar. Novamente, neste Natal, a prefeitura não vai sequer tentar.
Ultimamente tem sido assim, a população (vide rua Francisco Boccato), entidades organizadas e comerciantes (vide Associação Comercial) vêm tentando assumir a responsabilidade de enfeitar a cidade. Isto, infelizmente, tem gerado uma acomodação do poder público neste quesito.
Este ano a prefeitura vai disponibilizar... nenhum enfeite. Apenas luzes deverão deixar nossa cidade mais bonita... durante à noite! Durante o dia, em clima de festa, ou não, a São Roque estará enfeitada como sempre. Sem nada.
Tomara que estas luzes dêem conta das expectativas do nosso povo e iluminem seus pensamentos nesta época de confraternização, afinal, todos sabemos que o final de ano serve para muitas outras coisas, além de lembrar as mensagens de Deus. Serve também para elevar a auto-estima nas festas, aumentar as esperanças num futuro incerto e, finalmente, alegrar os corações de trabalhadores brasileiros e são-roquenses.
Pena que algumas pessoas não se lembram disso. Pior ainda quando as mesmas pessoas cuidam das celebrações de final de ano encarando-as como um monte de gastos desnecessários.
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