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Alerta à epidemia da obesidade

A obesidade vem aumentando em proporções epidêmicas nas últimas décadas. Estima-se que existam, atualmente, cerca de 300 milhões de obesos no mundo e este número tende a dobrar até 2025. 40% da população mundial adulta têm excesso de peso e 10%, obesidade. Tal distúrbio favorece a ocorrência de Diabetes Mellitus tipo 2, aumento do colesterol e triglicerídeos, hipertensão arterial, infarto, doenças articulares, distúrbios do sono e até mesmo câncer de mama, fígado, cólon, colo uterino e próstata.
O ganho de peso ocorre por uma questão única e simples de consumo maior que o gasto de energia. Portanto, o objetivo do tratamento visa encontrar a quantidade e qualidade ideal de ingesta alimentar para o peso adequado a cada indivíduo frente a seu gasto de energia diária.A quantidade calórica ingerida por um obeso pode ser pouca para um atleta com sua mesma altura e sexo.
Os medicamentos, ao contrário do que muitos pensam, não queimam calorias. Eles diminuem o apetite e a ansiedade (uma das causas de maior ingesta de alimentos) e aumentam a saciedade diminuindo, com isso, a ingesta calórica e promovendo o emagrecimento.
O obeso, no passado considerado saudável e belo, vive nas últimas décadas situações de repulsa, preconceito e incompreensão até mesmo pela classe médica, com dificuldade de emprego e relacionamento social. A moda, em geral, não os inclui, o que contribui para o agravamento da baixa auto-estima.
O tratamento farmacológico da obesidade, por muito tempo, sofreu diversas críticas. Hoje, a tendência é considerar a obesidade como uma doença crônica que requer tal tratamento por longo tempo juntamente a outras medidas de mudanças no estilo de vida.
Dra. Viviane Freitas Costa Valente
vivianefcmed@ig.com.br

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