A ameaça de intervenção militar

Onde há fumaça há fogo. A frase se perde no tempo, e sabemos que nossos antepassados a usavam com muita frequência e sabedoria.

A fala do General Antonio Hamilton Mourão, pronunciada nas dependências de um templo Maçônico, alertando para a possibilidade de uma intervenção militar, caso o setor político continue no atual nível de corrupção, trouxe, como é de se esperar, muito alvoroço em todas as instâncias do governo. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, se viu em “papos de aranha”, e correu para pedir explicações ao Comando do Exército, em clara tentativa de salvar a imagem e autoridade do governo e manter posição.

O ministro pede “medidas cabíveis” em ralação ao general Mourão, mas a verdade é que o comandante da força, General Eduardo Villas Boas, não fez nenhum comentário. O que fazer quando grande parte do alto escalão das Forças Armadas, parece se mostrar simpática ao “desabafo” do general?

O que acontece: apesar do Brasil ter tido grande progresso durante o governo militar, com a realização de grandes obras, criação de grandes empresas, melhorias sociais, e de seus presidentes não terem saqueado a nação, como o fazem os atuais governos civis, inimigos foram surgindo de forma ardilosa, e se tornaram em seus algozes. Portanto, há aqueles que de alguma forma tiveram seus planos barrados pelos fardados e se tornaram seus oponentes, difamando-os de todas as formas, e existem os que viveram bem naquela época, e são gratos pela situação de segurança, progresso e estabilidade que obtiveram.

A partir do momento em que o poder foi devolvido aos civis, um grande aparato foi formado para tirar da lembrança da população a época que passou, sendo usado para isso, um recurso vil e digno das pessoas má intencionadas: a difamação. Muito dinheiro foi gasto para criar uma nova e falsa realidade. A mentira sobre os fatos verdadeiros foi institucionalizada, e gerações foram criadas aprendendo fatos distorcidos.

Hoje o Brasil se encontra nas mãos de determinados grupos políticos que se assemelham a quadrilhas, que se enraizaram no poder formando um cartel criminoso, tornando-se vitalícios, não deixando espaço para que novos participantes, desvinculados de qualquer “panela”, venham ameaçar seus lugares. Grande parte do congresso e câmara dos deputados encontra-se corrompida, interagindo com grandes empresários inescrupulosos, realizando verdadeiros atos de “lesa pátria”.

Como consertar uma nação na qual o poder está deteriorado, e seu povo refém de uma situação que lhe foge ao controle?

O Brasil precisa sim de uma intervenção, caso contrário não conseguirá se livrar dos tentáculos criminosos que “sugam seu sangue”. O problema é: quem ou o que deverá intervir? Que não seja algo de fora, caso contrário estaremos “trocando seis por meia dúzia”.

Texto: Disney Medeiros Raposo