A ameaça nuclear

Recentemente, o Estado Islâmico mostrou que é muito fácil quebrar o equilíbrio que mantém as sociedades coesas e convivendo de forma ordeira, bastando para isso, mostrar que a morte é um personagem que pode surgir à frente de qualquer um, e ceifar sua vida de forma cruel, e ainda, que pode estar a serviço dos que estão com o poder nas mãos. O califado atraiu para si à ira mundial, e está pagando pela audácia cometida. Embora derrotado, o regime ainda não está morto, e sempre poderá surgir onde menos esperarmos. Voltando no tempo, recordaremos do período da “guerra fria”,quando Rússia e Estados Unidos viviam em estado velado de guerra, cada um se armando o máximo possível para a iminência de um confronto.

O poder destrutivo que as duas nações acumularam excedia em muito o necessário para se matarem, podendo por em risco a sobrevivência do próprio homem. Regredindo ainda mais na contagem dos anos, temos a segunda guerra mundial, tendo Hitler como o “ser do mal” que lançou o mundo numa catástrofe fenomenal. Na época, a política , a ciência e os militares se uniram, estando um a serviço dos outros, o que vemos ocorrer até os nossos dias.

Como vemos, o surgimento de líderes que põem em risco a sobrevivência da raça humana ocorre de forma cíclica, e é difícil entender o mecanismo, ou o que comanda a vinda desses personagens de destruição.

A humanidade vem acompanhando com apreensão os movimentos de mais uma pessoa insana, de posse do poder nuclear, que surge para aterrorizar e desestabilizar a paz mundial. Kim Jong – um, com formação européia, assim como sua irmã, que vem ganhando projeção no regime, são filhos de uma dinastia que se apoderou do país, e se mantém desde então no poder através da intimidação que fazem ao povo, tirando a vida dos que se opõe às regras duramente impostas.

O líder coreano insiste em ameaçar os Estados Unidos com seus mísseis cada vez mais poderosos, e apesar da sua prepotência, e do arsenal que diz possuir, não é páreo para a nação que ameaça atacar, a qual o poderá destruir sem grandes dificuldades. Porém, o problema não é parar a Coréia do Norte, mas sim enfrentar seus aliados – Rússia e China – que não vão querer os Estados Unidos, como vencedor, dominando um trecho daquela região, que é o “quintal” deles. O confronto tomando proporções maiores envolverá os aliados do lado contrário, e teremos assim deflagrada a terceira guerra mundial.

As guerras mundiais do passado levaram anos para serem resolvidas, e a de hoje, se houver, será questão de minutos. Não haverá vencedores, e parece que os dirigentes ainda não se deram conta disso.

Texto: Disney Medeiros Raposo