AgroNotícias por Mauricio Picazo Galhardo

PERSPECTIVAS 2018. Está previsto para o próximo mês, o lançamento pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) do Plano Nacional de Desenvolvimento da Fruticultura, com o objetivo de traçar uma política e estratégias de ação para o setor visando avançar na qualidade da produção, o aumento do consumo interno e das exportações. Há expectativa de que o Brasil dobre a produção em cinco anos e aumente em, pelo menos 50%, o volume de exportações em dois anos. O país ocupa a 23ª posição no ranking mundial de exportação de frutas.

OVOS. Depois de registrar fraco ritmo no ano passado, as exportações de ovos podem se recuperar em 2018, devido à recente abertura de novos mercados internacionais. No final de 2017, a África do Sul liberou as importações de ovos in natura e processados provenientes do Brasil. No longo prazo, o aumento do número de países importadores e o maior volume produzido podem contribuir para elevar a inserção do Brasil no mercado internacional.

PREÇOS. Após safra brasileira 2016/17 recorde e consequente queda nos preços internos, a área de milho da temporada 2017/18 deve ser a menor desde 1976/77. De acordo com colaboradores do Cepea, além da menor rentabilidade com a cultura na última safra, a redução de área também está atrelada ao atraso na colheita da soja em algumas regiões brasileiras. Apesar disso, o alto estoque de passagem deve manter elevada a disponibilidade interna do cereal.

OFERTA DE MANDIOCA. A indústria deve continuar limitada no Centro-Sul do País em 2018. Para haver disponibilidade no início deste ano, as lavouras deveriam ter sido implantadas pelo menos no 2º semestre de 2016, ou logo no início de 2017 – período incomum de plantio. Além disso, parte das lavouras com dois periodos já foi colhida no 2º semestre de 2017, diante dos preços atrativos, e muitos produtores também comercializaram raízes mais novas, em muitos casos com menos de um ano, para fazer caixa ou diante da possibilidade de quedas de preços em 2018.

MESMA ÀREA. As perspectivas para a safra de verão 2017/18 (dezembro a junho) de alface são de manutenção de área nas regiões acompanhadas pelo Hortifruti/Cepea. Como os resultados de 2017 ficaram abaixo do esperado, muitos produtores estão descapitalizados e com restrição ao crédito, o que dificulta novos investimentos. A retração da demanda e o grande volume de descartes também deixaram produtores cautelosos quanto à expansão da cultura.

SOJA. A oferta de soja em grão na safra 2017/18 pode ficar muito próxima da temporada anterior, enquanto a demanda para esmagamento deve seguir firme e recorde – assim como as ofertas de farelo e óleo. No agregado, a relação estoque final/consumo de soja, no entanto, pouco deve se alterar, cedendo ligeiramente em relação à safra anterior, mas ainda nos maiores patamares da história.

FRUTAS. Para 2017, a estimativa para a área total de sete das oito frutas acompanhadas pelo Hortifruti/Cepea é de leve queda de 1,8% frente à de 2016. Para banana, Delfinópolis (MG), Bahia e Vale do São Francisco deverão ter aumento de área, o que deve compensar a nova queda prevista no Rio Grande do Norte e Ceará, onde o forte déficit hídrico tem limitado os investimentos da cultura. Para manga, a previsão é de aumento de área no Vale do São Francisco e no Norte de Minas Gerais, com produtores animados com os resultados obtidos com a cultura, enquanto São Paulo teve leve redução.

(Texto(s): Mapa, Cepea/Esalq, Hfbrasil)
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