AgroNotícias por Mauricio Picazo Galhardo

PREÇO
As alfaces comercializadas na Ceagesp tiveram aumento dos preços na semana (23 a 26/10). O ligeiro crescimento da procura pelas folhosas foi o principal motivo, segundo alguns dos colaboradores do Hortifruti/Cepea. O preço da crespa e lisa foi de R$ 11,00/cx com 24 unidades, elevação de 3,84% frente à semana anterior. A americana teve desvalorização de 6,38% e a cotação fechou em R$ 12,16/cx com 18 unidades. Em relação à qualidade, ainda se manteve satisfatória.
MELÃO
A recorrente crise hídrica nas regiões produtoras tem afetado o tamanho do melão, resultando em maior volume de miúdos – semana (23 a 27/10). Com isso, menores preços foram observados para estas medidas, principalmente na Ceagesp, onde o acúmulo de miúdos se elevou. Assim, em São Paulo, o amarelo tipo 11 e 12 foi vendido por R$18,00/cx de 13 kg, valor 13% inferior ao da semana anterior. Segundo atacadistas, melões muito pequenos são menos preferidos por consumidores.
MAÇÃ
As cotações da maçã gala graúda Cat 1 tiveram média de R$ 54,23/cx de 18 kg na região de Fraiburgo (SC) em outubro, a 4ª maior para o mês (em termos nominais) considerando a série histórica do Hortifruti/Cepea, iniciada em 2007. Segundo informações, a oferta da variedade diminuiu ainda mais semana passada, impulsionando os valores da fruta no mercado interno.
ETANOL
A demanda por etanol continua firme, com registros de grandes volumes negociados. Distribuidoras, que já haviam começado a se abastecer para atender à procura para o feriado de Finados, mantiveram o bom ritmo de compras entre 23 e 27 de outubro. Nesse cenário, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado fechou com média de R$ 1,5721/litro (sem ICMS e sem PIS/Cofins) entretanto na última semana, um aumento de 2,3% em relação ao período anterior.
AÇÚCAR
As cotações do açúcar cristal estão em alta desde o início deste mês no mercado paulista. Na semana passada, as chuvas voltaram a atrapalhar a colheita em algumas regiões produtoras do estado de São Paulo, fortalecendo o movimento altista dos preços. Além disso, a produção de açúcar divulgada pela Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) foi menor na primeira quinzena de outubro, o que também favorece as valorizações.
MILHO
As cotações do milho continuam subindo no mercado interno, devido à retração de vendedores, que acreditam em novas valorizações nas próximas semanas. Esse comportamento, por sua vez, está atrelado a incertezas quanto ao desenvolvimento da nova safra de verão de milho e de soja, e ao bom ritmo das exportações. Nesse contexto, vendedores vêm postergando as negociações de grandes lotes, limitando os volumes ofertados.
MANDIOCA
A oferta de mandioca segue baixa em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, reflexo da falta de lavouras de segundo ciclo e do adiamento da colheita de raízes mais novas – boa parte dos mandiocultores continua focada no plantio, enquanto outros seguem com os tratos culturais. Além disso, as chuvas dos últimos dias dificultaram o avanço dos trabalhos no campo. Esse cenário, tem sustentado as cotações da matéria prima, cuja média já supera os R$ 635,00/t.
DESPERDÍCIO
A meta é ambiciosa: em 13 anos, reduzir pela metade o desperdício mundial de alimentos. Todo ano 1 bilhão e 300 milhões de toneladas de alimentos são jogados no lixo enquanto que 795 milhões de seres humanos passam fome. Segundo dados das Nações Unidas, a produção oriunda de 30% da área agricultável do mundo é lançada fora. O prejuízo é estimado em US$ 750 bilhões. América Latina e Caribe refletem o que acontece no planeta. Mais da metade dos alimentos são inutilizados: 28% na produção e outros 28% no consumo. No Brasil ainda não há estudos conclusivos para desenhar o mapa do desperdício.
(Fontes: HfBrasil, Cepea/Esalq, Mapa)