AgroNotícias por Mauricio Picazo Galhardo

46 ANOS. Nas últimas quatro décadas, a Embrapa contribuiu para que o Brasil aumentasse em cinco vezes a produção de grãos – em 240% a produção de trigo e milho, 315% a produção de arroz, sem contar a elevação da produtividade do setor florestal em 140%, e o triplo do setor cafeeiro. Daqui para frente a expectativa é ainda maior. Criada para revolucionar, por meio da ciência, a forma de produzir alimentos no país, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) completou 46 anos.

BIOINSETICIDA. Agricultores contam, cada vez mais, com opções de inseticidas biológicos para controle de pragas nas lavouras. Os chamados biodefensivos reduzem a exposição dos trabalhadores, dos consumidores e do meio ambiente a resíduos químicos. A Embrapa tem ampliado o leque de produtos para controle da lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), principal praga do milho, que acomete também outras culturas, como soja, sorgo, algodão e hortaliças.

SEMINÁRIO. A ministra Tereza Cristina da Agricultura, afirmou no Seminário Internacional do Seguro Rural, que melhorar o programa de subvenção ao seguro rural será fundamental para dar mais segurança aos produtores rurais brasileiros, que correm muitos riscos de perda de safra devido a problemas climáticos.

ETANOL. O Brasil deve alcançar produção total de 33,14 bilhões de litros de etanol, o que representa aumento de 21,7% ou 5,9 bilhões de litros, em relação ao período passado. O recorde se mantém também para a quantidade de etanol hidratado, com 23,58 bilhões de litros, 45,2% ou 7,3 bilhões de litros a mais que o período anterior. O cenário confirma o novo recorde de produção de etanol do país, batendo o índice anterior de 30,5 bilhões na safra de 2015/2016.

COMBUSTÍVEL SOCIAL. O Ministério da Agricultura, decidiu inserir todos os agricultores familiares brasileiros no programa do Selo Combustível Social, concedido aos produtores de biodiesel. O selo permite ao produtor ter acesso a alíquotas de PIS/Pasep e Cofins com coeficientes de redução diferenciados para o biodiesel, além de obter incentivos comerciais e de financiamento.

CLIMA. Os países do sul da América do Sul terão um sistema regional de informação sobre as secas que impactam a produção agropecuária e podem causar prejuízo aos agricultores. Projeto desenvolvido e aprovado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) foi lançado em Assunção, no Paraguai.

PLANO SAFRA. A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) recebeu as propostas da Confederação da Agricultura e da Pecuária do Brasil (CNA) para o Plano Safra 2019/2020. O documento, entregue pelo presidente da CNA, João Martins, contém dez propostas prioritárias, entre elas a de que seja priorizado o crédito de custeio.

PESTE SUÍNA. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento apreendeu 211,7 Kg de produtos em operação realizada no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Entre os produtos fiscalizados estão sementes, pescados, embutidos, vegetais e outros. Foram examinados voos vindos de Dubai (Emirates), Joanesburgo (SSA), Paris (Air France), Amsterdã (Klm), Istambul (Turkish) e Doha (Qatar). Também voos de Chicago, Nova York, Houston – EUA –, Toronto (CAN), Addis Abeba (ETH), Assunção (PAR), Buenos Aires (ARG), Santa Cruz de la Sierra (BOL) e Cochabamba (BOL).

CAFÉ. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou em reunião ordinária a distribuição dos recursos consignados no Orçamento Geral da União (OGU) para as linhas de crédito do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), para o exercício 2019. Em relação ao ano passado, a medida amplia o volume de recursos para operações de custeio em 18,2%, de estocagem, em 5,4%, e de aquisição de café pela indústria, em 8,1%.

CACAU. O Brasil pode ser reconhecido como país produtor e exportador de cacau fino ou de aroma pelo Conselho da Organização Internacional do Cacau (ICCO, sigla em inglês), com sede em Abidjã, na Costa do Marfim. O reconhecimento poderá sair até setembro. Se o resultado for positivo, será a primeira vez que as amêndoas de cacau exportadas pelo Brasil serão reconhecidas internacionalmente como fino ou de aroma pela ICCO, passando a figurar no seleto grupo de países certificados por esse organismo internacional.

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