As oportunidades e os oportunistas

Após uma semana conturbada, de manifestos, paralisações por todo o país, falta de combustíveis e suprimentos básicos, o Brasil retoma aos poucos à normalidade. As batatas, que chegaram a custar 8 reais o quilo já estão voltando para a mesa dos brasileiros a preço justo. O preço da gasolina continua na montanha russa, com 14 altas e 10 quedas no mês de maio.

O novo presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, disse nesta quinta-feira que a estatal vai aguardar o resultado da consulta pública promovida pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) sobre a periodicidade do repasse dos reajustes nos preços dos combustíveis para os consumidores finais para, então, definir os rumos de sua política de preços, agora que está no comando da Petrobras após a renúncia de Pedro Parente na última semana.

Enquanto isso, o brasileiro tenta sobreviver e criar oportunidades para “surfar nessa onda” que é o Brasil, cada dia mais instável. Pois nos bastidores, enquanto o impostômetro não para de subir, transferindo uma incalculável despesa pública para o trabalhador, a deputados de São Paulo aprovaram o aumento do teto salarial de servidores do estado, que vai gerar um impacto de R$ 909 milhões em 4 anos. A PEC desvincula teto salarial do vencimento do governador e atrela ao salário de desembargadores.

Já para o trabalhador a notícia não foi nada boa. O Ministério do Planejamento reduziu a previsão do salário mínimo para 2019 de R$ 1.002 para R$ 998. O novo valor ainda precisa ser aprovado pelo Congresso. Mas para aumentar o salário “mínimo” do trabalhador existem muitas ressalvas, negativas e discussões, embora para estender o teto ao “máximo” dos cargos de alto escalão do governo de um único estado, 67 votos favoráveis são tão “normais” e “fáceis” contra apenas quatro contrários.

O registro do CAGED nos primeiros meses de 2018 mostra o aumento de oportunidades na região de São Roque. A boa notícia deve ser comemorada, pois anuncia o crescimento da economia regional. Mas fique atento. A opção mais favorável do momento é dar aquele “jeitinho brasileiro” para multiplicar toda oportunidade e fazer dela o seu melhor negócio. Pois nunca se sabe quando um novo imposto surgirá ou quando os oportunistas que governam o Brasil aumentarão a “dívida” do trabalhador em benefício próprio.