As promessas precipitadas

O sonho que começou no início deste ano de ver a Marginal finalmente pronta estava próximo de se concretizar, se a entrega não estivesse atrasada. O prazo de contrato, 8 de novembro, última terça-feira, venceu, mas as máquinas continuam trabalhando sem data certa para terminar.

O processo que iniciou em janeiro deste ano, com aprovação de licenças e burocracias animou a população, que esperava ver em breve a Marginal recuperada. As obras começaram em abril. A primeira promessa do prefeito foi entregar no aniversário da cidade, em agosto. Realmente seria um sonho, mas na prática tudo é bem diferente.

Os atrasos foram justificados pelas fortes chuvas que impediram os trabalhos no local e pelo atraso de repasse da verba. Entendemos que isso é normal, pode ocorrer. O que entristece mesmo a população não é o atraso da entrega das obras, pois imprevistos acontecem, mas sim, as promessas que não podem ser cumpridas.

A manifestação popular sobre o assunto não para nas redes sociais, nas ruas, na fila do supermercado. Questionamentos sobre a qualidade do material da obra movimentaram a cidade nas últimas semanas. A expectativa se tornou utopia, e para alguns, até piada.

O desejo do nosso prefeito é o mesmo do nosso, mas a burocracia do Brasil e as “mudanças climáticas do mundo” não nos permitem mais acreditar em prazos ou promessas, quando o assunto é obra. Então o jeito é esperar. Pavimentação em vista. Previsão para os próximos dias de sol.

As obras seguirão a todo vapor. Próxima promessa: meados de dezembro. Se não foi o presente de aniversário para a cidade, que seja ainda em 2017, o presente de Natal.