Atendimento médico ou balcão de informação?

Um dia, um rapaz pobre que vendia mercadorias de porta em porta para pagar seus estudos na faculdade de medicina, estava com muita fome e só lhe restava uma pequena moeda no bolso.

Decidiu, então, que ao invés de tentar vender, iria pedir comida na próxima casa; porém seus nervos o traíram quando uma encantadora jovem lhe abriu a porta. Em vez de comida, pediu um copo de água. A moça percebeu que ele estava com fome e lhe deu um grande copo de leite. Ele bebeu devagar e depois lhe perguntou:

– Quanto lhe devo?– Não me deve nada – respondeu ela. E continuou: – Minha mãe sempre nos ensinou a ajudar as pessoas.

– Pois te agradeço de todo coração, a você e à sua mãe.

O rapaz saiu daquela casa não só refeito fisicamente, mas também com sua fé renovada em Deus e nos homens. Ele já havia resolvido abandonar os estudos devido às dificuldades financeiras que estava passando, mas aquele gesto de bondade o fortaleceu.

Anos depois, essa jovem mulher ficou gravemente doente. Os médicos locais estavam confusos com sintomas desconhecidos, e a enviaram à cidade Nova York, para se tratar.

O médico de plantão naquele dia era o Dr. Howard Kelly, um dos maiores especialistas do país naquela área. Quando escutou o nome do povoado de onde ela viera, uma estranha luz encheu seus olhos e de pronto foi ver a paciente.
Reconheceu-a imediatamente e determinou-se a fazer o melhor para salvar sua vida. Contudo, nada lhe disse sobre o primeiro encontro que tiveram no passado.

Depois de uma terrível batalha, eles finalmente venceram aquela enfermidade.

Ao receber alta, ela teve medo de ver a conta do hospital, porque imaginava que levaria o resto da sua vida para pagar por aquele tratamento tão caro.

Quando, finalmente, abriu a fatura, seu coração se encheu de alegria com estas palavras:

– Totalmente pago há muitos anos com um delicioso copo de leite – ass.: Dr.Howard Kelly.”

Só então ela se lembrou de onde conhecia aquele médico.

Tenho observado o atendimento médico realizado pelo SUS para as pessoas que não podem pagar as caras consultas. Quando a pessoa é chamada para a consulta, no consultório tem uma mesa, a cadeira do médico, a cadeira para o paciente se sentar e responder uma série de perguntas ao profissional que continua sentado como se fosse uma entrevista e não uma consulta. Depois de alguns minutos ele dá a receita e o paciente sai dali feliz da vida porque alguém o entrevistou. Nos postos de “saúde” é raro ter um especialista, a não ser na área de Ortopedia. Claro que são bons profissionais, o problema é que o país não dá condições aos médicos para fazer melhor.

Por isso a sala deles no SUS mais parece um balcão de informação do que um atendimento médico.

Se esses valores desviados por políticos corruptos fossem devolvidos e endereçado a saúde, seriam melhor remunerados não precisando atender tantas consultas, o que faz cair a qualidade no atendimento.

A nós só resta criar vergonha na cara e não mais recolocar em Brasília com nossos votos, quem já esteve lá e acabou com nosso Brasil.

Abraços do Bispo Cláudio Gonçalves.

Texto: Bispo Cláudio Gonçalves