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Banda larga mais veloz dá calafrios em Hollywood


Indústria do cinema teme que Google Fiber, banda larga de fibra ótica da gigante de Mountain View, incentive a pirataria
Os truques de Hollywood contra a pirataria estão ficando antiquados. Não apenas a indústria do cinema continua a criar um ótimo “relacionamento” com sua audiência processando os sites de compartilhamento, como também está preocupada que uma maior velocidade de conexões na internet irá incentivar a pirataria.
A preocupação da Associação Americana de Cinema (MPAA, em inglês) é o Google Fiber, banda larga de fibra óptica com alta velocidade que a companhia está implantando em uma cidade de Kansas.
A Google já estabeleceu mais de 100 quilômetros de fibra em Kansas, que foi escolhida no ano passado para ser a primeira cidade a receber o experimento 1-gigabite-por-segundo. “A empresa planeja conectar as primeiras casas à sua rede nos próximos meses”, disse a porta-voz do Google Fiber, Jenna Wandres, à Bloomberg BusinessWeek.
De acordo com a companhia, o teste da sua rede de fibra com aproximadamente 850 casas em Palo Alto já oferece velocidade de download de 922 megabites por segundo. A velocidade média da Internet nos Estados Unidos fica em torno de 5 Mbps. A Google também planeja oferecer o serviço a preços bem competitivos.
Então, por que Hollywood está preocupada? Bem, porque velocidades mais rápidas de download só podem significar uma coisa: os criminosos da pirataria serão capazes de baixar conteúdo ainda mais rapidamente. Com as velocidades de download do Google Fiber, é possível baixar o conteúdo inteiro de um DVD em menos de um minuto. O porta-voz da MPAA, Howard Gantman, disse à Bloomberg que apesar de o Google Fiber “ser uma ótima oportunidade para os consumidores, cujo acesso ao conteúdo criativo muitas vezes é dificultada pela baixa velocidade”, devemos olhar para o exemplo da Coreia do Sul, em que” o mercado de entretenimento doméstico foi dizimado pela pirataria digital”, possibilitado pela Internet rápida.
O blog de tecnologia Techdirt ressalta que a Coreia do Sul é um mau exemplo – porque a indústria da música coreana “prospera na Internet de alta velocidade”, e “se transformou em uma potência econômica, enquanto o país teve as maiores taxas de penetração de banda larga (e de pirataria digital) do mundo”.
Gantman também falou à Ars Technica, dizendo: “Queremos reforçar que velocidades mais elevadas podem ser uma grande oportunidade para os consumidores, e esse é o ponto de partida.” Mas não é realmente o ponto de partida, porque Gantman passou a dizer que “Há problemas que podem, com o aumento da pirataria digital, vir com isso, mas estamos esperançosos de que esforços podem ser feitos para resolvê-lo”.
Talvez seja só eu, mas acho que a indústria do cinema deveria pensar em como a internet mais rápida irá afetar positivamente suas habilidades criativas. Por exemplo, com velocidades maiores, a indústria será capaz de criar um melhor conteúdo, e será capaz de conseguir que esse conteúdo – legítimo, não-pirata – chegue às pessoas rapidamente.
É óbvio que, se a indústria do cinema não for rápida e criar algum tipo de distribuição de conteúdo on-line legal e rápido para andar ao lado do Google Fiber, então alguém o fará. E quando alguém o fizer, a MPAA irá lamentar “A Pirataria”.

Malware sequestra o PC e pede resgate

Praga já se espalhou pelo Reino Unido, Suíça, Alemanha, Áustria, França e Holanda, segundo autor do blog abuse.
Uma nova onda de software nocivo bloqueia um computador e exige pagamento para libertá-lo. Tentando extorquir dinheiro dos usuários, alega que estes cometeram uma violação de direitos de autor, e devem pagar certa quantia por isso.
A praga foi detectada por Roman Hussy, autor do blog abuse.ch. e já teria infectado máquinas no Reino Unido, Suíça, Alemanha, Áustria, França e Holanda.
Hussy publicou uma imagem do aviso apresentada aos usuários do Reino Unido. Ela exibe os logotipos da Performing Right Society (PRS), uma organização de cobrança de “royalties”, e também da Polícia Metropolitana.
O aviso alega falsamente que um material protegido por direitos de autor foi encontrado no computador e que o mesmo foi movido para uma pasta cifrada “para evitar mais danos”. “Para desbloquear o seu computador e evitar outras consequências legais, o usuário deve pagar uma taxa de libertação de 50 libras (80 dólares)”, lê-se na comunicação. O resgate pode ser pago com um cartão Paysafecard, título de pagamento pré-pago disponibilizado em toda a Europa e nos Estados Unidos. Segundo Hussy os autores do golpe, incluíram no aviso informações sobre a forma como as potenciais vítimas poderiam comprar um Paysafecard.
O tipo de malware, conhecido como “ransomware”, não é novo, mas os métodos de manipulação mudam com frequência. Hussy revelou no início de março casos de um ransomware semelhante que advertia para a existência de pornografia infantil nos computadores, exigindo uma multa de 100 libras.
Nesta última versão, os dispositivos podem ser infectados com o ransomware se o usuário visitar um site preparado para implantar o kit de exploração de vulnerabilidades Blackhole.
A suspeita é a de que os autores do esquema são da Alemanha devido às palavras alemãs presentes nos endereços, ligados às versões do malware e do esquema.
Além de bloquear os computadores, o malware contém um componente chamado Bot Aldi, capaz de roubar dados de autenticação de contas bancárias, e executar ataques de DDoS, segundo Hussy.