Cerveja na antiguidade


Todos os registros cervejeiros trazem em suas páginas, histórias, relatos e imagens das grandes civilizações da antiguidade, como: gregos, egípcios e romanos, assim como os Acádios, Babilônios, Caldeus e Assírios, que ditaram de forma incisiva os rumos da humanidade.

Estas grandes civilizações surgiram, de um modo geral, por causa das tribos nômades que se estabeleceram em um determinado local onde teriam condições de desenvolver a agricultura. Assim, surgiram as primeiras aldeias organizadas e as primeiras cidades, dando início às grandes civilizações.

Com presença facultativa nos livros de História adotados no Brasil, o povo localizado na antiga Escandinávia (atual região da Suécia, Dinamarca, Noruega, Islândia e Finlândia) aparece em nosso imaginário com suas longas barbas, roupas de pele e uma bela caneca de cerveja na mão. Esse último fator é, particularmente, o que interessa aqui.

A cerveja duelava com o hidromel, não era uma bebida qualquer servida durante as refeições, ela teve importante papel sociocultural e religioso para o povo nórdico, também chamado de viking. Mesmo sem ser considerada sagrada, era presença garantida em cultos, reuniões e solenidades, quando os convidados juntavam em um único vaso todo o líquido que traziam de casa, as festividades só terminavam quando acabava a cerveja.

A importância da bebida fermentada para os nórdicos, que não foram aplacados pelo Império Romano e, portanto, não sucumbiram ao vinho, fica mais visível por meio de algumas representações culturais da época. O poema épico Kalevala, da Finlândia, dá mais espaço para a cerveja do que para a própria criação do homem. Outro fato marcante é que em eslavo a palavra cerveja é chamada de “piwo”, derivada do verbo “pić”, que significa “beber”.

No campo religioso, os escandinavos contavam com uma rica mitologia composta por deuses diversos que eram adorados. Dentre os representantes mais expressivos desta crença pré-cristã destacam-se Odin e Thor.

Os festejos dedicados a Odin, não podiam ser frequentados por pessoas que não tivessem tomado grandes doses de cerveja. A cerveja, assim como o hidromel, era costumeiramente consumida em chifres que precisavam ser esvaziados com rapidez, pois não era possível acomodá-los nas mesas.

Como vocês já devem ter percebido, beber era uma grande proeza para os nórdicos, e só podia ser herói aquele que esvaziasse diversos chifres sem pausas (como foi relatado na Saga de Egill).

Beba menos, beba melhor!
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Rogério Santiago