Crítica Bird Box


Com tantos memes e pessoas falando sobre ele, Bird Box tornou-se um daqueles filmes quase obrigatórios de se assistir. O problema é que com atuações fracas e uma história previsível, Bird Box tornou-se o típico filme que é muito mais valorizado do que realmente merece.

Dirigido pela dinamarquesa Susanne Bier (Serena, 2014), o filme revela um mundo pós-apocalíptico, aonde Malorie (Sandra Bullock) e seus filhos precisam chegar a um refúgio para escapar de criaturas medonhas, que fazem quem quer que as veja cometer suicídio. De olhos vendados para não serem afetados, a família segue o curso de um rio para chegar à segurança.

Desconsiderando o enredo altamente previsível, o maior problema do filme são as atuações dos protagonistas, que por alguma razão permanecem apáticos diante de situações de alta tensão, como por exemplo, o fim do mundo e a morte horrível de entes queridos. Bier deve ter achado que isso seria uma boa ideia, infelizmente, isso distancia o espectador da trama.

Nem sequer a presença ilustre de John Malkovich (Con Air) no papel de um sobrevivente cínico é capaz reconectar o espectador a uma história que faz questão de afastar o espectador logo no início. Além disso, é impossível não assistir Bird Box e não se lembrar do também supervalorizado Um Lugar Silencioso (2018). Ambos os filmes possuem premissas muito semelhantes, com a diferença de que no caso de Bird Box, você nunca vê o tão esperado monstro, o que pode deixar os espectadores mais curiosos um tanto frustrados.

Por fim, esperemos que o novo ano que se inicia traga filmes melhores e uma audiência um pouco mais exigente. That`s all folks!

Texto: José Otávio (Zé Gaò)