Eu já sabia


Brincadeira à parte, uma matéria exibida no Jornal Nacional no último sábado, dia 8, detalhou sobre como o sistema público de saúde da Inglaterra, um dos mais aclamados do mundo, organizou uma campanha para que as pessoas deixem um pouco de lado as redes sociais, muitas vezes associadas a crises de depressão e ansiedade.

A reportagem da Globo (https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2018/09/08/dois-mil-britanicos-fazem-um-experimento-um-mes-sem-redes-sociais.ghtml) brinca, ainda: “um mês sem bater boca com quem você não conhece, sem acompanhar os passos de celebridades, sem ver as notícias do bebê do momento, do cachorro do vizinho ou aquele prato bem montado”.

E é exatamente o que tenho falado nas últimas seis semanas. Ou seja, você que acompanha o Jornal O Democrata não perde nada em relação ao Jornal Nacional, nem à BBC londrina, pelo contrário, talvez esteja até um pouco à frente.

A campanha vem sendo comparada com similares voltadas para as pessoas acometidas com alcoolismo e fumantes que querem deixar o vício. Já nos meus textos tenho comparado as redes sociais ao crack porque não sei se há tanta diferença.

O primeiro passo nem é tão radical. Deixar de usar as redes sociais à noite, ou após o trabalho, como citado na sexta-feira passada. Afinal de contas, muita gente diz que só usa as redes para “trabalhar”. Então, nada mais justo do que abandoná-las fora do período comercial.

Neste momento, há dois mil britânicos participando da “experiência”, como foi denominado o projeto do “SUS” do Reino Unido. Tenho certeza de que esse pessoal vai descobrir um mundo real muito mais chato do que aquele sonho que se compra e vende pelo Instagram.

Mas, já que é pra sofrer por depressão ou ansiedade, que seja por alguma coisa que existe, não por ilusões e expectativas.

Por Rodrigo Boccato que está há um mês e 14 dias longe das redes sociais