O Folclore nosso de cada dia

Dia do Folclore é celebrado anualmente em 22 de agosto. Folclore é a cultura de um povo, o conjunto das tradições culturais dos conhecimentos, crenças, costumes, danças, canções e lendas dos indivíduos de determinada nação ou localidade. O Folclore tem o significado literal de “conhecimento do povo” ou “aquilo que o povo faz”. Quando trabalhava no extinto PROFIC (Programa de Formação Integral da Criança) tive meu primeiro contato com uma das lendas de São Roque.

Antes de sentir as pedras acertando minha testa já vou avisando que lenda é lenda. E como diz o ditado, quem conta um conto aumenta um ponto. O que soube é que há muito tempo atrás existia em São Roque um grande e bravo dragão. Ele era uma espécie de guardião das montanhas das terras de cá. Muitos tentaram mata-lo, mas ele era forte demais. Aniquilava seus inimigos com apenas uma baforada em forma de fogo. Por isso, reinou por muito tempo sozinho e tranquilo este grande lagarto alado que expelia fogo pela boca.

Mas ele tinha um ponto fraco que ninguém sabia. Certo dia, entre suas caminhadas pelo vale deu de focinho com um dragão-fêmea em seu look moderno desfilando a cauda por toda a terra. No momento que avistou aquela montanha de pele imediatamente dois corações pequenos pularam dos olhos do nosso dragão que sem perder tempo arrastou sua cauda para o lado dela tentando impressiona-la de todas as formas.

Mas de nada adiantou. Aquela fêmea sem coração nem se quer olhou para ele. Seu coração de dragão ficou em pedaços. Mas que cruel!  Sem olhar para trás foi-se embora para outras terras. As lágrimas de dragão escorriam narinas adentro e acabaram por apagar seu poder de produzir fogo. Desiludido da vida, e segundo as bocas de Matildes também em depressão, o dragão resolveu deitar nas terras e por aqui ficar. De tanto chorar acabou dormindo. E por dormir tanto tempo acabou sendo coberto por vegetações. Sem perceber que se tratava de um dragão adormecido os primeiros moradores de São Roque chamaram este pedaço de terra de morro. O nosso Morro do Saboó. E a fêmea? Para! Não sou fofoqueiro e não vou ficar falando das lendas dos outros.

 

Por Rogério Alves