Sentindo falta do convívio digital

Logo no começo da empreitada, minha dúvida era sobre quando iria sentir falta das redes sociais. Não condeno o uso delas e menos ainda da internet. Meu objetivo com essa experiência é notar apenas quanto tempo desperdiçava e o que perdia da vida real com a cara na tela do celular.

Nunca deixei de usar a web, tanto que nos textos aqui transcritos cito algumas pesquisas em sites e plataformas digitais como o YouTube. Pretendo uma nova experiência sem usar nenhum tipo de internet, mas isso precisará ser mais bem avaliado por conta de alguns impeditivos.

Porém, insisto que a internet é muito importante para a sociedade atual e que as redes sociais podem ser bem divertidas e bem utilizadas.

Senti falta do Instagram logo no quinto dia quando, juntamente com meu cunhado e alguns amigos, levei meu sobrinho de três anos pela primeira vez a um estádio de futebol. Que momento bacana! A magia única de ver uma criança deslumbrada com tudo: a festa, a quantidade de gente, o tamanho do campo e do estádio, enfim… Participar desse momento foi mágico!

Algumas das principais pessoas da vida do garoto não puderam estar presentes no momento e transmitir essa energia ao vivo é bem diferente do que o registro de fotos e vídeos.

A mãe merecia ver os olhos dele brilhando comendo todo tipo de comida que lhe foi oferecida. O avô fanático precisava ver o moleque cantando o hino do time de coração. As avós, madrinha, tios, tias, primos, todos puderam sentir um pouco daqueles instantes graças à transmissão “ao vivo” pelo Whatsapp, o Instagram levou as imagens para amigos, conhecidos e público em geral.

As redes sociais têm sim motivo para existir e guardar um tempinho para dedicar um momento especial a quem merecia estar ali é muito altruísta. Mas deixar os pés no chão para viver mais a realidade e menos a virtualidade ainda me pareceu mais gostoso.

Por Rodrigo Boccato que está há 17 dias longe das redes sociais