Dias difíceis

No Brasil, quando falamos em violência, a primeira coisa que nos vêm à mente é a cidade do Rio de Janeiro, palco de cenas deploráveis, onde a vida dos inocentes não possui nenhum valor. Quantas pessoas, entre elas crianças, já foram vítimas de balas perdidas? Por lá, Junto com os confrontos entre bandidos e polícia, na luta pelo domínio da cidade, caminha em paralelo o alto índice de corrupção e outros crimes do mesmo naipe.

Infelizmente esse circuito não está restrito à “cidade maravilhosa”, uma vez que fora dela a violência também vem se alastrando, bem como as atividades consideradas fora da lei. Na cidade de Salvador, foi encontrado em um apartamento ligado ao ex-ministro Geddel, diversas malas de dinheiro. A quantidade é tão grande, que faz aquele pacote com 500 mil, que foi monitorado pela Polícia Federal, parecer um brinquedo. O crime organizado e a corrupção são variantes que se instalam na sociedade qual um tumor maligno que se infiltra na carne, e que para removê-lo, uma parte do tecido bom acaba sendo jogado fora.

Tudo aquilo que contraria a vontade do povo em sua maioria se torna uma agressão, uma vez que a opinião pública deve ser majoritária. Vejamos o caso da Venezuela. O presidente Maduro está extrapolando todos os limites que uma democracia deveria ter, impondo leis de seu interesse para se perpetuar no poder. Louco. Não percebe que quando não mais houver esperança de vida para o povo, este cortará seu pescoço?

A Rússia se apoderou da região da Criméia na Ucrânia, e nessa semana instalou uma ponte para ligar os dois pontos. A peça é uma obra prima da engenharia, mas não apaga a agressão praticada, uma vez que boa parte da população (exceto os políticos) foi contra a anexação forçada. A China invadiu o Tibet, profanou o palácio da Potala, cuja aura de mistério e santidade foi destruída pela rudeza dos soldados invasores. O astral do lugar nunca mais se elevou, uma vez que o SAGRADO foi vilipendiado.

Pouco se tem dito sobre o famigerado Estado Islâmico nos últimos tempos. Não que ele não exista mais, e esteja aniquilado sem chances de se reerguer, mas que agora não é o assunto do momento, uma vez que a Coréia do Norte está criando condições para surgir a terceira guerra mundial, fato esse muito mais grave.

Mas agora é hora de comemorar a Independência do Brasil, por a mão no peito e cantar o Hino Nacional, enaltecendo os feitos passados, regatando ao menos a nossa história

Texto: Disney Medeiros Raposo