É melhor prevenir do que remediar

Estamos vivendo tempos difíceis. A natureza está nos mostrando sua indomável força e o ser humano a cada dia surpreende mais, mostrando seu lado “desumano” com ações completamente deprimentes. A passagem do Furacão Irma pela costa americana, as ameaças da Coréia do Norte aos EUA com bombas nucleares cada vez mais poderosas, a prisão de personalidades importantes da política nacional por corrupção. São tantos debates e acontecimentos em questão, que o dia de amanhã reserva um misto de dúvida e medo.

Em São Roque, o casal acusado de abusar da prima de 12 anos finalmente está preso. O caso chocou a cidade e a região no último mês, mostrando mais uma vez, que a cabeça humana é um grande mistério a ser desvendado. Já na última semana, uma jovem de 17 anos foi violentada na saída da escola, no bairro Taboão. As crianças, que são a esperança do mundo, precisam de proteção. Como eles poderão fazer diferente se estão frequentemente expostos a barbaridades como essas? Os crimes, não só contra os jovens, estão cada vez mais banalizados.

O Setembro Amarelo também entra nessa questão. Uma geração mais triste, deprimida e preocupada com o futuro precisa de apoio e diálogo. A campanha de prevenção ao suicídio visa abrir espaço para o tema, que ainda é um tabu na sociedade e conversar pode impedir que ao menos 9 em cada 10 tentativas de suicídio aconteçam.

A preocupação com o próximo foi trocada pelo individualismo, e até mesmo a burocracia se coloca à frente das reais necessidades de uma comunidade. A Zona Azul, mais uma vez, é colocada em pauta, pois acidentes graves estão acontecendo com os “restos” do antigo parquímetro que ocupa as calçadas.

Quando o ser humano será a prioridade? Como podemos querer um país melhor, civilizado, respeitado, se em praticamente todos os setores estamos falidos? Quando o ser humano se consertará para consertar a humanidade? Para responder a tantas perguntas que parecem sem chance de resposta, a única saída é agir.

Através de mínimas ações todos são capazes de transformar a sociedade. O essencial é tentar evitar que tantas barbáries continuem passando “em branco”. As pessoas precisam conversar mais, se desconectar no mundo da fantasia, e se conectar ao mundo real. Mais atenção, cuidado, reflexão para as escolhas. Prevenir é o melhor remédio.