Em busca da verdadeira independência


Em 7 de setembro de 1822, o Brasil livrou-se da condição de colônia, conquistando sua independência política. O movimento de independência foi o resultado de uma forte reação das camadas sociais mais abastadas, às pretensões e tentativas das Cortes de Lisboa de restabelecer o pacto colonial. As Cortes de Lisboa elaboraram um decreto que anulava os poderes de dom Pedro. Este último acontecimento, teve como consequência a declaração formal de independência do Brasil, proclamada por dom Pedro em 7 de setembro de 1822, às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo: “É tempo (…) independência ou morte (…) Estamos separados de Portugal”. Em dezembro de 1822, ele foi coroado imperador do Brasil, tornando-se Pedro 1º. Iniciavam-se o Império e o Primeiro reinado.

Independência ou morte. O ato que mudou para sempre a história do país, celebrado nesta sexta-feira, 7, deve ser relembrado com muita reflexão. A política sempre em pauta, desde 1822, está mais uma vez diante dos nossos olhos, ouvidos e da nossa decisão.

No Brasil os problemas sobram. Falta água, falta luz, sobram escândalos, sobra inflação, a situação do Congresso, das escolas públicas e da Saúde seria cômica se não fosse trágica; os patrimônios históricos, vindos lá da época de dom Pedro estão sucumbindo pela má gestão dos governantes. Um colapso nacional é apontado por dia nos noticiários. É fácil culpar a própria cultura pelos erros do país e determinar que “o problema do Brasil é o brasileiro”, quando na verdade a lista de problemas do país está ligada a muitos fatores que vêm sendo arrastados há séculos.

O que se viu às vésperas da Semana da Independência foi um total descaso com a maior riqueza da humanidade: a história mundial. O Museu Nacional destruído em chamas despertou o sentimento de raiva, indignação e tristeza nos corações de todos. A verdadeira independência de um país só é conquistada quando a honestidade, o trabalho e a união se fazem presentes. E é isso que falta no Brasil. Principalmente entre os mais poderosos gestores. Temos recursos naturais, petróleo, gente de raça. Eles não imaginam o poder que tem nas mãos para tornar esse país o mais rico, próspero e independente do mundo.