Nas “mãos” da justiça

Um homem foi preso ao tentar extorquir a prefeita da cidade vizinha Araçariguama. O caso repercutiu em toda a região após um homem tentar receber cerca de R$ 80 mil para não publicar documentos que comprometessem a administração de Lili Aymar, mas a prefeita denunciou a tentativa de extorsão à Delegacia Seccional de Sorocaba. O homem foi preso em flagrante. Em entrevista à TV Tem (afiliada da Rede Globo), o delegado Marcelo Carriel disse que encontrou o tal “dossiê” contra a prefeita na casa do acusado, e vai investigar todo o caso.

E a cadeia pública de São Roque, desativada pelo governador Geraldo Alckmin por estar em péssimas condições de uso e conservação, e, que passou a ser denominada Unidade Transitória de São Roque, teve o pedido de interdição do Ministério Público negado, mesmo após nova tentativa de fuga da última semana. Para quem não conhece o local, de fato, é precário e necessita de atenção. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e a Delegacia de São Roque disseram que não foram notificadas pelo MP, haverá recurso da decisão.

Já o ex-prefeito de São Roque foi condenado por improbidade administrativa no caso dos playgrounds. A decisão relata como “amadora, negligente e imperita” a pesquisa feita para a compra dos equipamentos. Sobre o uso do advogado da prefeitura para defesa particular, a decisão do juiz apontou má fé do ex-prefeito. Além de ressarcir os cofres públicos, ele ficará inelegível por cinco anos. Além dele a empresa também terá que devolver o dinheiro que lesou a cidade. O juiz também pediu uma investigação dos funcionários da prefeitura envolvidos no caso.

Porque a compra dos mesmos equipamentos feita em 2011 pela própria prefeitura tinha um preço tão “gritante” (palavra usada pelo próprio juiz) comparado ao que estava ali diante da equipe que participou do processo? Porque as duas únicas empresas presentes no pregão eram de “parentes”, caracterizando um possível “cartel” e isso não foi observado na época? Como uma empresa com faturamento anual de milhões possuía um endereço sede residencial? Infelizmente algumas perguntas ficam sem respostas, mas um dia a justiça por fim as julga e esclarece (ou ao menos tenta) o que os próprios investigados não conseguem explicar. E assim segue São Roque e o Brasil. Com a justiça que tarda, mas não falha.