O Corvo e a Raposa


Certo dia um corvo pousou no galho de uma árvore com um pedaço de queijo no bico quando passou uma raposa.

Esta, vendo o pedaço apetitoso de queijo no bico do corvo, começou a matutar um jeito de se apoderar do suculento pedaço de derivado do leite. Com esta ideia na cabeça, foi para debaixo da árvore, olhou para cima e disse:

– Que pássaro magnífico eu estou vendo pousado nesta árvore! Olha que beleza estonteante! Que cores maravilhosas! Será que ele tem uma voz suave também para combinar com tanta beleza? Se tiver, não há dúvida nenhuma de que deve ser proclamado rei dos pássaros. Ao ouvir esse tão estonteante elogio, o corvo ficou que era pura vaidade. Para mostrar à raposa que sabia cantar, abriu o bico e soltou um sonoro: Cróóó!

Pronto, o queijo veio abaixo. Claro, que a raposa muito ligeira, abocanhou aquela delícia, enquanto se dirigia ao penoso vaidoso:

– Olhe senhor Corvo, estou vendo que voz o senhor tem, o que não tem é inteligência!

Às vezes, nós, seres humanos, não tanto humanos assim, agimos como o corvo da estória. Ao procurar deter os nossos impulsos quando eles fogem à nossa natureza, agimos sem nos preocupar com nosso caráter, nosso pedacinho de queijo. Em nossos dias temos visto muita gente tentar se esconder atrás das virtudes que não possuem, agindo de maneira errada. Basta um elogio mentiroso, interesseiro, político, para colocarem suas más atitudes para o lado de fora.

A Bíblia diz o seguinte: Quem faz elogios mentirosos será desprezado – Provérbio 28.23 (parte b)

Abraços do Bispo Cláudio Gonçalves