O dia internacional da (Ela é o que quiser) Mulher

Poderia iniciar esse artigo com a lembrança de um verso de uma das músicas mais tocadas nos anos 90 e que ainda faz sucesso nos carnavais da atualidade.

“Tudo começou há um tempo atrás”… Exatamente no dia 8 de março de 1857, onde operárias de uma indústria têxtil de Nova York organizaram uma grande greve, buscavam melhorias nas condições de trabalho, redução da abusiva carga horaria, e também reajuste salarial para o mesmo valor que os homens tinham direito.

A resposta para essa manifestação veio em forma de violência e desumanidade. As mulheres foram atraídas para dentro da fábrica e queimadas, num total de 130 mulheres mortas. Só em 1910, durante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas a instituição propôs uma celebração anual de luta pelo direito das mulheres trabalhadoras. Que no ano anterior, nos EUA, haviam celebrado pela primeira vez o Dia Internacional das Mulheres.

Quando o assunto é mulher e cerveja, vemos que a história muda de figura. A relação da mulher com a cerveja é muito mais antiga que possamos imaginar. Na Babilônia e na Suméria, por volta de 4 mil a.C., as mulheres cervejeiras eram reconhecidas e consideradas pessoas especiais, quase deusas. Em outras culturas a presença feminina nesse meio também marcou história. Entre os vikings, existia uma lei que somente as mulheres podiam produzir a bebida.

Com a mudança nos hábitos da sociedade, observo um crescimento da participação feminina no consumo de cerveja especial. Do final do século XX até os dias atuais, a mulher vem conquistando mais espaço, seja como profissional ou exigente consumidora.
Além de relembrar esse marco e a importância que as mulheres têm na minha vida, gostaria de parabenizá-las por esse dia tão especial.

Minha homenagem a todas as mulheres que com determinação, resistência e luta transforma, o mundo todos os dias. Parabéns, mulheres!

Beba menos, beba melhor!
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