“ORAÇÃO DE GRATIDÃO PELO PÃO DE CADA DIA”

Na hora da refeição, os pais pedem ao filhinho que agradeça a Deus pela comida.
Todos fecham os olhos, menos o menino, que, com os cotovelos apoiados sobre a mesa e as mãozinhas sobre a testa, observa cada alimento enquanto ora.

– Papai-do-céu, muito obrigado pelo arrôooozz, muito obrigado pelo feijããããoo, muito obrigado pela carne e… de repente ele para, gira a cabeça de um lado para outro em sinal de discordância, e conclui:

– Pela abobrinha, não! Amém.

Todos disseram amém, mas mesmo assim podemos ter certeza de que muitos dos presentes ao aceitaram a situação como um ato de sinceridade inocente de quem ainda não tinha descoberto a intolerância, pensaram o seguinte: um dia ele vai descobri o que é ser intolerante a ponto de se tornar preconceituoso em relação aos direitos dos outros e não ser tão sincero assim.

No fundo, bem no fundo mesmo, muitos dos que ali participavam daquela refeição deve ter pensado que o garoto ainda não sabia o que era preconceito.

Nós não precisamos gostar de tudo que existe, nem concordar com tudo que se fala e apregoa-se, mas não podemos deixar de saber e fazer disso uma prática, que os nossos direitos existem mas eles terminam no momento exato em que começa o exercício dos direitos dos outros.

Acho que o Brasil foi desenvolvido, isto é, na medida do possível, se dizendo tolerante mas na verdade educando seu povo desde a infância a ser preconceituoso religiosamente falando, apoliticamente falando, seus governos e religião criaram a cultura arcaica e introduziram na cabeça do povo a ideia de que; “ quem pode mais chora menos.” É muito fácil para um governante mau intencionado dominar o povo e extrair deste o que bem entender.

Quero falar hoje sobre só algumas questões que me levam a acreditar nisto:
Para que um povo acredite que um governo desonesto é a melhor solução, tem que apresentar como orientação educacional e cultural, que vilões do passado estavam certos em praticar crimes e as autoridades erradas em tentar detê-lo. Veja por exemplo o estuprador de donzelas nordestinas e ladrão Lampião. Até 20 anos atrás era bandido, agora é herói.

Ernesto Chegue Vara, rebelde e guerrilheiro, terrorista ao lado de Fidel Castro outro terrorista fuzilou mais de 500 pessoas por discordarem de seus pensamentos preconceituosos.

Hoje tem jovens que não sabe nem quem foram com seus rostos estampados em camisetas.

Em 1977 a ONU convocou Chegue Vara para explicar porque fuzilavam famílias e crianças daquela maneira e se eles continuariam a fuzilar. Chê respondeu, “Si, fuzilamos e vamos continuar a fuzilar.”

Se você quer que diminua o numero de ministros, de Deputados, que a Petrobrás pare de ser roubada, que Joesley e Wésley Batistas continuem presos, que o Juiz Sergio Moro continue sendo o paladino do Sul do Brasil, não aceite os mesmos, eles te fuzilaram economicamente e vão continuar a fuzilar.

Essa piada de ter tirado 36 milhões da pobreza é a maior balela que já vi. O Brasil tem 200 milhões e não só 36. Quantos milhões ficaram pobres, fecharam seus negócios para aparecer na pesquisa agora esses 36 milhões apenas. Você conhece algum? Abraços do Bispo

Texto: Bispo Cláudio Gonçalves