Os escândalos nas eleições


As redes sociais divulgaram diversos vídeos e mensagens, denunciando problemas com as urnas eletrônicas. Questionado, Raul Jungmann de imediato as defendeu afirmando que as notícias eram falsas. Como contestar vídeos, depoimentos, e a indignação de eleitores que chamaram a polícia, mesários e outras testemunhas, para mostrarem ao vivo o funcionamento maroto da máquina?

O modelo de urna eletrônica usada no Brasil é único no mundo, uma vez que ninguém a quer, dada sua facilitação para fraudes. Ela não é confiável, e não permite auditoria. Como confiar em algo que não pode ser conferido? Quantas eleições apresentaram resultados que não foram convincentes? Todas as vitórias ou derrotas foram a vontade do povo, ou algumas foram frutos de esquemas que fogem ao nosso conhecimento?

Em 2012 foi efetuado um teste público desse equipamento, e uma equipe de especialistas em computação da Universidade de Brasília descobriu uma lacuna no sistema de segurança. De lá para cá, o Tribunal Superior Eleitoral não permitiu mais nenhum exame, e não responde o porquê de tal atitude. Segundo Diego Aranha, professor de computação da Unicamp, há um perigo constante de fraudes em larga escala via software, e sem possibilidade de detecção, uma vez que um programa sofisticado pode eliminar seus próprios rastros e se apagar logo após a conclusão do serviço para o qual foi criado e implantado na máquina.

O sistema utilizado no Brasil é de primeira geração, chamado por DRE (Direct Record Electronic), que não possui voto impresso para que o eleitor possa conferir o que fez, e não permite nenhum tipo de auditoria. Atualmente, existe o modelo que os especialistas destacam o E2E (End-to-End auditability) que é de 3ª geração e mais transparente. Essas máquinas são usadas desde 2006 na Argentina, Estados Unidos, e demais países da Europa, embora muitos prefiram ainda a cédula de papel.

Muitas denúncias foram feitas sobre fraudes nas eleições de 2014. Durante a votação, o candidato Aécio tinha boa margem de vantagem em relação à Dilma, mas, após o intervalo à espera do Acre, o resultado final foi exatamente o contrário, causando surpresas a todos. Tudo é muito suspeito, principalmente pelo fato de que, o sistema utilizado pelas urnas brasileiras, usa tecnologia da Smartmatic, empresa venezuelana especializada na produção de sistemas eletrônicos de votação, que dá suporte para o programa que usamos. E mais estranho ainda, é lembrarmos que, quando na Venezuela, foi feito um referendo em 2004 para tirar Hugo Chávez do poder, a oposição possuía 18% de vantagem, mas o que se deu foi o contrário, Chávez foi quem ficou à frente na apuração. Coincidência?

Pesquisas de intenções de votos que são irreais, urnas que possuem vontade própria, juiz federal Eduardo Luiz Rocha Cubas, afastado por querer fazer perícia nas urnas… até quando permitiremos essa situação na nossa pátria?