Paciente espera há quase dois anos para realizar exame na Rede Pública de Saúde de São Roque

Os moradores da região dos bairros Vila Nova e Goianã, em São Roque, estão reclamando da falta de médicos especialistas e funcionários na Unidade Básica de Saúde (UBS) dos bairros. Quem depende do atendimento precisa esperar meses, e até anos, para conseguir realizar um exame.

A equipe de reportagem do Jornal O Democrata esteve nas unidades para conversar com pessoas que necessitam de acompanhamento médico. Os moradores reclamam da falta de pediatras e ginecologistas, e a demora em conseguir vagas ou para efetuar exames, além de alguns medicamentos e utensílios que não são encontrados no posto, como dipirona e seringas. “Estou a quase dois anos esperando por um exame de colonoscopia e até agora está sem previsão”, disse Marta Ferreira Fiori.

Outro ponto abordado pelos usuários dos postos de saúde é a falta de pediatras. “No bairro existem muitas crianças que precisam passar por um acompanhamento pediátrico, na maioria das vezes vamos até a Santa Casa e eles nos pedem para passar no posto, fica um jogo de empurra”, desabafou Michelle Oliveira, que é mãe de quatro filhos.

No bairro Vila Nova, segundo informações de pacientes que usam o local, o problema é falta de funcionários para fazer alguns trabalhos essenciais no local. “Os banheiros por muitas vezes estão sujos, alguns funcionários tem que ser deslocados de outros postos para efetuar a limpeza do local”, comentou Maria da Conceição.
Questionamos o Departamento de Saúde sobre o relato dos usuários dos postos de saúde com relação à falta de médicos, funcionários e na distribuição de remédio.

“O posto de saúde da Vila Nova São Roque conta com um médico do Programa de Saúde da Família – PSF, um médico clínico, um dentista e os que exercem funções administrativas. Já no posto de saúde do bairro Goianã, trabalham um médico (PSF), um clínico às sextas-feiras, uma enfermeira, dois técnicos de enfermagem, quatro agentes comunitários, um dentista, e demais funcionários da administração. Os médicos do PSF são generalistas (atendem todas as especialidades) e contratados via Convênio Mais Médicos – Governo Federal. Os demais são funcionários da prefeitura”, informou o Departamento de Saúde. Vale lembrar que cada Unidade Básica tem seu quadro de funcionários, não há rotatividade de médicos entre os postos da cidade.

Mensalmente cerca de 220 atendimentos básicos de enfermagem acontecem nas unidades, segundo o Departamento de Saúde. No Goianã são 270 por mês e na Vila Nova 180. Sobre consultas médicas, são 400/mês no Goianã e 200/mês na Vila Nova. “Quando há falta abonada, a agenda é programada, caso ocorra licença médica, serão agendados para datas próximas”, justificaram sobre a remarcação de consultas.

Em relação à falta de medicamento, a prefeitura informou que no caso do remédio dipirona, “o mesmo se encontra no estoque”. Sobre a demora para a realização de exames, não obtivemos resposta até o fechamento desta edição.