A inveja nos relacionamentos amorosos

Quem é que seria capaz de assumir que possui inveja de seu parceiro (a) sentimental? Possivelmente ninguém gostaria de se reconhecer nesse tipo de situação, no entanto, a inveja é um sentimento que nos acompanha desde de muito cedo. Ela está presente desde o nosso início, já lá no berço, nas brincadeiras entre irmãos (as) em especial, que frequentemente disputam a atenção dos pais. Trata-se de um sentimento quase que universal para todos, mas que com a maturidade emocional pode ser melhor administrado.

Sentimos a inveja ao nos compararmos com alguém. Perceber que uma determinada pessoa tem algo a mais pode provocar um sentimento de humilhação, e de rebaixamento. A pessoa ao sentir-se rebaixada pelos atributos que alguém tem, passa a agir de forma hostil e agressiva gratuitamente. Quase toda hostilidade sem um motivo aparente é proveniente da inveja. A inveja, portanto, é um sentimento de admiração, pelos dotes que alguém tem e nós não temos, e a admiração por sua vez, é justamente aquilo que une os casais.

Existem inúmeras formas de a inveja se manifestar nas relações amorosas, e elas costumam ser mais complexas e subjetivas. O homem, por exemplo, frequentemente fica invejado com a capacidade que uma mulher tem de atrair os olhares, de ser sensual. Nestas ocasiões, geralmente o homem se manifesta de maneira machista, e logo passa a apontar defeitos que a mulher tem, e o que obviamente trata-se de uma ação invejosa. As mulheres que não se sentem bem por estarem em uma posição de inferioridade profissional, por exemplo, também podem se manifestar de forma invejosa, não vibrando e torcendo pelo sucesso de seu parceiro, e às vezes, até o punindo com privação sexual. Considerando o fato de que a inveja se dá em meio às diferenças.

Uma forma de coibir estas manifestações nas relações amorosas é a de buscar parceiros (as) que possuam bastante afinidade, algo que possibilita uma relação mais equilibrada. Também é essencial a capacidade de se reconhecer, e compreender as próprias limitações de forma a aceita-las e não hostilizar o próximo, em especial, alguém que você ama.

Autor: Gabriel Berigo - Psicólogo