O amor da sua vida não está no destino


Existem aqueles que estão em uma relação de curto ou longo prazo, e pensam que estão nessa condição pelo destino. De fato, pensamos que o destino seria capaz de escolher o amor da nossa vida, no entanto, ao pensar desta maneira, estamos terceirizando a responsabilidade de nossas próprias vidas amorosas. Quem pensa no amor como pura emoção ou destino é quem não quer se responsabilizar pelas escolhas amorosas. Seja no relacionamento que possui, ou no que pretende ter um dia, é conveniente usarmos a capacidade racional para intermediar o fenômeno amoroso e evitar aquilo que chamamos de “perda de tempo”.

Muitos pensam que não podemos ser racionais durante a escolha amorosa, no entanto é justamente essa ideia que pode levar alguém a uma nova decepção. Vale lembrar que não é meramente uma questão de “perder-se o tempo”, uma vez que os sofrimentos, bem como a qualidade da relação amorosa que possuímos, são de grande importância para a nossa condição de bem-estar, e muitas vezes, determinantes para a construção da família, dos patrimônios e tudo o que está englobado num casamento.

Creio ser importante diferirmos o que é amor do que é paixão. O amor é um sentimento que nos traz paz e aconchego, onde temos maior sentimento de amparo. A paixão é uma sensação de muito prazer geralmente associada ao início de um relacionamento, nela, costumamos idealizar a imagem do parceiro, e ficamos com uma certa obsessão, bem como, perdermos algumas horas do dia pensando nele (a), até que, infelizmente, muitas vezes, descobrimos que a pessoa não era aquilo que esperávamos. Grande parte das pessoas costuma realizar as escolhas amorosas com base nos mesmos princípios, e isso leva a formação de uma “pessoa de dedo podre”, como se diz popularmente.

Antigamente, o modelo amoroso era o de buscar “a tampa da panela”, ou seja, aquilo que eu não tenho em mim eu busco no parceiro (a). Hoje, diante das constantes mudanças da sociedade, caminhamos para um novo modelo de relação, onde se deve utilizar critérios para a escolha amorosa semelhantes ao de um grande amigo (a), ou seja, quando buscamos pessoas com as quais temos maior afinidades, aumentamos a chance de experimentarmos aquilo que tanto sonhamos, um grande amor.

Gabriel Berigo - Psicólogo