O que é ser uma pessoa com boa autoestima?


A sensação de boa autoestima geralmente ocorre em situações nas quais nos sentimos satisfeitos diante de um resultado. Portanto, o contrário também deve ocorrer quando não conseguimos atingir um resultado esperado, ou seja, enfrentaremos um sentimento de baixa autoestima, quando as coisas não estiverem indo muito de acordo com aquilo que gostaríamos.

Ouvimos com frequência que “Fulano tem uma boa autoestima”, no entanto, é equivocado pensarmos na autoestima como algo concreto, pois ela não é. Seria mais apropriado pensarmos que alguém está com uma boa autoestima, naquele momento e naquela circunstância. De forma semelhante, é o que ocorre com relação a felicidade, que também não é um sentimento concreto, pois ninguém é feliz o tempo todo, mas sim, experimenta sensações de felicidade no decorrer do cotidiano e da vida.

Especialmente na cultura brasileira, existe uma grande ânsia na busca da felicidade, mas infelizmente, temos que aceitar que não existe uma fórmula mágica para tal. Como disse Quintana “quantas vezes em busca dela, como um avô infeliz, que em vão os óculos procura, tendo os na ponta do nariz? ”. É como se a felicidade estivesse em algum lugar que não podemos encontrar. Mas afinal, como podemos melhorar essa capacidade de nos sentirmos bem, e elevarmos a autoestima?

Talvez seja mais fácil darmos atenção àquilo que afeta a nossa autoestima. Por exemplo, quando nos comparamos com pessoas nas redes sociais, ou artistas nas capas de revistas, provavelmente iremos experimentar uma sensação de inferioridade. Logo, para que possamos ter uma autoestima mais equilibrada, é importante que estejamos o mais próximo possível de nossa realidade, e em acordo com aquilo que pensamos acerca de nós mesmos. Um bom exemplo para esta situação, é o de uma pessoa que deseja emagrecer, mas que cai em tentação e come “aquilo que não deveria”. Este algo que não deveria é justamente aquele pensamento que deve impactar negativamente na autoestima.

Portanto, é necessário sermos fortes e resistentes às tentações, e constantemente termos um diálogo interno, que nos faça agir de acordo com as nossas próprias convicções, e em acordo com aquilo que pensamos sobre nós mesmos. Faça um mergulho interno e busque esses pensamentos mais íntimos, dê voz a si próprio, respeite a si mesmo, e jamais deixe de buscar o caminho pelo bem-estar.

Gabriel Berigo - Psicólogo