O que é ser uma pessoa madura?

A maturidade emocional adquirida durante o nosso desenvolvimento é o que nos possibilita lidar melhor com as dificuldades da vida. Este é um dos atributos mais importantes que podemos ter, mas afinal, o que é ser uma pessoa madura?

Uma das principais características da maturidade está relacionada a nossa capacidade de lidar com frustrações. Isso não quer dizer que iremos evitar as frustrações e ou deixar de sofrer com elas, mas sim encarar melhor estes eventos. A pessoa madura é alguém que cultiva menos raiva diante das contrariedades da vida, e sente mais tristeza. Diante da tristeza, ela entra em um outro estágio, onde deverá se livrar deste sentimento de forma mais rápida que aqueles que não possuem boa maturidade.

Podemos entender a maturidade emocional como a inteligência emocional. A inteligência emocional (I.E.) é o que nos possibilita saber lidar com as pessoas nos mais diversos contextos, e evitar conflitos desnecessários. A medida que a pessoa consegue evitar conflitos, ela adquire também uma evolução dos aspectos morais, relacionados as regras e normas para o bom convívio em sociedade, pois é alguém que está em harmonia em relação aos seus direitos e deveres. Ter boa I.E. implica também em ter maior estabilidade de humor, o que não significa estar sempre feliz, mas sim, não ser aquele tipo de pessoa “de lua”.
As pessoas maduras têm maior domínio de suas emoções, lidam melhor com a preguiça, são mais disciplinadas e determinadas em seus objetivos. Elas administram melhor o ciúme, a inveja, e os anseios amorosos.

As pessoas que tem maior capacidade de encarar as frustrações, que são mais evoluídas moralmente, e possuem maior estabilidade do humor, são capazes de adquirir maior confiança das pessoas. São pessoas boas para serem parceiros de negócios, parceiros sentimentais ou bons colegas de trabalho. É importante termos em mente que a maturidade é um estágio de contínua evolução e que só deve cessar com o nosso fim, portanto, enquanto estivermos vivos, cabe a nós buscarmos o melhor de nós mesmos.

Fonte: Gabriel Berigo - Psicólogo