Transitar com respeito

Que o trânsito está complicado nas grandes e nas pequenas cidades é inegável. Em tempos de sustentabilidade, preservação do meio ambiente e práticas para o bem estar físico, a quantidade de carros que circula pelas vias de todo o Brasil “joga por terra” todos esses conceitos. Em São Roque são cerca de 50 mil veículos para uma população de pouco mais 80 mil habitantes. O centro da cidade, construído há mais de três séculos não foi planejado para tamanho crescimento, e com isso, os conflitos começam a surgir.

Muitos pedestres não respeitam as faixas, as passarelas e os sinais vermelhos. Os motoristas também. A gentileza é a última da fila quando o congestionamento tira a paciência e o humor dos que estão atrasados. Apenas 13 agentes de trânsito – para toda a cidade – fiscalizam e autuam. Nos horários de pico as ruas estão cheias de carros, de confusão, de pedestres, ciclistas, menos de agentes de trânsito. A cidade está tentando se reorganizar e algumas mudanças estão previstas, mas para que tudo funcione cada um precisa fazer a sua parte.

Nos horários de saída das escolas a cidade praticamente para. As principais avenidas centrais ficam lotadas. Nas rotatórias, muitos não sabem usar ou dar a preferência. Entre os pontos críticos as avenidas Três de Maio, Tiradentes, John Kennedy, Brasil, além da Rodovia Raposo Tavares, nas regiões da Escola Horácio Manley Lane e Germano Negrini. Crianças trafegam livremente pelas rodovias impedindo o fluxo e desrespeitando as faixas de pedestres. Uma medida precisa entrar em caráter de urgência.

No ranking das autuações na cidade, falta o uso do cinto de segurança, pessoas ainda falam ao telefone enquanto dirigem ou ultrapassam o sinal vermelho. Na Semana Nacional do Trânsito, muitas reflexões ainda precisam ser feitas. A falta de paciência, o individualismo, o desrespeito, e a falta de gentileza tornam o trânsito muito mais difícil para todos. Não há sinalização ou agente de trânsito que seja mais importante que a educação e o respeito ao próximo.