Uma possível resposta do Brasil às tarifas impostas pelos Estados Unidos pode afetar diretamente o preço de medicamentos no país, especialmente os de alto custo usados no tratamento de câncer e doenças raras. Embora esses produtos não estejam incluídos nas novas taxas americanas, uma retaliação brasileira poderá encarecê-los em até 30%, segundo especialistas do setor.
Os Estados Unidos estão entre os principais fornecedores de itens médicos importados pelo Brasil, que somaram US$ 10 bilhões em 2024. Somente no primeiro semestre deste ano, o país importou US$ 4,3 bilhões em medicamentos e produtos farmacêuticos — com destaque para a União Europeia, Alemanha e EUA.
Apesar da produção nacional de genéricos suprir parte da demanda interna, 95% dos insumos farmacêuticos vêm da China, o que revela uma dependência preocupante. Especialistas alertam que o Brasil precisa investir em pesquisa e produção local para reduzir a vulnerabilidade do setor de saúde frente a crises internacionais.
Importância do tema: O aumento nos custos de medicamentos pode impactar diretamente o sistema de saúde e o bolso da população. A busca por alternativas e o fortalecimento da produção nacional são estratégicos para garantir acesso e soberania no setor farmacêutico.
Com informações do Congresso em Foco.