Coalizão pelos Biocombustíveis, Mercosul–UE e cenário climático: os principais movimentos do agro – O Democrata

A pauta do agronegócio voltou ao centro do debate institucional nesta semana, com iniciativas no Legislativo, alertas sobre acordos comerciais e avaliações técnicas do cenário climático.

Coalizão pelos Biocombustíveis

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou do lançamento da Coalizão pelos Biocombustíveis, na Câmara dos Deputados, em Brasília. A iniciativa reuniu a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FPBio), a Frente Parlamentar do Etanol e a Frente Parlamentar da Economia Verde.

O grupo atuará no acompanhamento da regulamentação da Lei do Combustível do Futuro e na consolidação do Brasil como referência global na transição energética.

Preocupação com salvaguardas no acordo Mercosul–UE

Com a retomada dos trabalhos da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Federal, o presidente do colegiado, senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), afirmou que o Acordo Mercosul–União Europeia deve avançar com cautela, no tempo e nas condições adequadas.

O parlamentar destacou a preocupação com as salvaguardas comerciais incluídas no texto, incorporadas após pressão de setores agrícolas europeus. Marinho integra a Frente Parlamentar da Agropecuária e é autor da Lei da Reciprocidade, considerada pela FPA essencial para garantir mecanismos ágeis, firmes e proporcionais de reação a eventuais medidas unilaterais da União Europeia.

Grupo de trabalho no Senado

O Senado retomou em 2026 a discussão do Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a União Europeia e criou um grupo de trabalho para acompanhar a tramitação e os desdobramentos da futura implementação do tratado.

A iniciativa foi anunciada pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que manifestou expectativa de aprovação do texto no Congresso ainda no primeiro semestre.

Chuvas favorecem as lavouras

Em janeiro, o volume de chuvas em diversas regiões do país foi suficiente para manter a umidade do solo, favorecendo o desenvolvimento das culturas de primeira safra. A informação consta no Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

As chuvas, influenciadas pela atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), contribuíram para o aumento do armazenamento hídrico no solo e para a manutenção de condições favoráveis ao desenvolvimento das lavouras em quase todo o país.

Revisão do acordo gera reação do setor

A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) lamentou o encaminhamento da revisão do Acordo Mercosul–União Europeia pelo Parlamento Europeu à Suprema Corte Europeia.

Após mais de 26 anos de negociações e avaliações técnicas e jurídicas já superadas, a decisão, segundo a entidade, reduz o potencial do acordo de contribuir para um comércio internacional baseado em regras, previsibilidade e cooperação entre os blocos, em um contexto global de elevada volatilidade.

Com informações de assessorias.
Jornalista Mauricio Picazo Galhardo

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