Abastecimento de gás de cozinha deve ser normalizado neste fim de semana

Apesar da normalidade das refinarias anunciada recentemente, as distribuidoras de gás já possuem uma resposta pronta para seus clientes em São Roque: “acabou e não há previsão de recebermos mais”. Desde que as medidas de isolamento social foram estabelecidas, a procura do gás de cozinha aumentou significativamente em diversas cidades do país e o produto segue em falta.

Em contato com diversas distribuidoras de São Roque, os vendedores informaram que a alta procura está fazendo o estoque durar menos que a metade do dia e sem previsão de chegada pelos fornecedores. O preço de venda também acaba sofrendo alterações por conta do repasse que os fornecedores estão sobretaxando por conta da alta procura do produto. 

São Paulo deve ser reabastecida até o fim de semana, segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás). De acordo com a entidade, uma nova carga do produto, importado da Argentina, chegou nesta terça-feira (31) ao Porto de Santos e começou a ser engarrafado em botijões o dia 1º em Mauá. A quantidade de gás importada da Argentina é suficiente para encher 1,6 milhão de botijões. O Sindigás voltou a pedir aos consumidores que evitem comprar mais do que o necessário, permitindo que pessoas que estão sem o produto consigam comprá-lo também.

Redução de preço e reforço do abastecimento

A Petrobras informou que está reforçando o abastecimento do gás liquefeito de petróleo (GLP), através de compras adicionais já efetuadas dentro do seu programa de importação. As importações adicionais se somarão às produções atuais das refinarias da região Sudeste, com a chegada de três navios no porto de Santos. A Petrobras reduziu em 10%, o preço dos botijões de 13 quilos do gás liquefeito de petróleo (GLP), mais conhecido como gás de cozinha. A estatal informou que o preço médio nas refinarias será equivalente a R$ 21,85 por botijão de 13 kg. No acumulado do ano, a redução é de cerca de 21%.

A empresa diz que conta com as distribuidoras e revendedores para que essas reduções do preço do botijão de gás cheguem ao consumidor final. De acordo com a companhia, “não há qualquer necessidade de estocar GLP neste momento, pois não haverá falta de produto para abastecer a população”. O governador de São Paulo, João Dória, determinou que o preço do botijão não poderá ultrapassar o valor de R$ 70 e orienta os consumidores a denunciarem abusos ao Procon. “Não é R$ 71, 72, nem 80. Em uma situação como a que estamos vivendo R$ 10 fazem muita falta. O Procon SP está autorizado a agir, de acordo com a lei”, disse Doria.

A Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) autorizou, em caráter excepcional, o ajuste nos preços das tarifas de gás natural canalizado distribuído pela Naturgy (ex-Gas Natural Fenosa), empresa que atua nas cidades de São Roque, Mairinque, Alumínio, Votorantim e outras cidades da região de Sorocaba. As novas tarifas entraram em vigor na quinta-feira, dia 26 de março.