O Brasil registrou mais de 22 mil novos casos de hanseníase em 2023, segundo o Boletim Epidemiológico de Hanseníase do Ministério da Saúde. O país ocupa o segundo lugar no mundo em número absoluto de diagnósticos, atrás apenas da Índia. Apesar de ter cura, a doença ainda enfrenta desafios relacionados à desinformação e ao diagnóstico tardio.

O que é a hanseníase
A hanseníase é uma doença infecciosa causada por uma bactéria que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos.
Principais sintomas
- Manchas claras, avermelhadas ou acastanhadas na pele
- Perda de sensibilidade ao calor, frio ou toque
- Formigamentos e dormências em mãos e pés
Segundo a dermatologista Dra. Luciana Mazzutti, do AME Carapicuíba (SES-SP), a ausência de dor é um dos principais sinais de alerta e pode atrasar a busca por atendimento.
Transmissão
A transmissão ocorre por vias respiratórias, em contatos próximos e prolongados com pessoas sem tratamento adequado. Abraços, toques e o compartilhamento de objetos não transmitem a doença.
Tratamento
- Gratuito pelo SUS
- Duração média de seis meses a um ano
- O início precoce reduz o risco de sequelas e interrompe a transmissão
Importância do diagnóstico precoce
O diagnóstico e o tratamento imediatos são fundamentais para:
- Evitar incapacidades físicas
- Reduzir o estigma social
- Interromper a cadeia de transmissão
A campanha Janeiro Roxo reforça a importância da avaliação de contatos familiares e da busca por atendimento ao surgirem os primeiros sinais.
Quando procurar atendimento
Qualquer pessoa que perceba manchas na pele com alteração de sensibilidade deve procurar uma unidade de saúde.
Sobre o CEJAM
O CEJAM é uma entidade filantrópica fundada em 1991, que atua em parceria com o poder público no gerenciamento de serviços de saúde em diversas cidades. A instituição integra o IBROSS e apoia o SUS, tendo conquistado em 2025 a certificação Great Place to Work.

