Calçadas em São Roque são tomadas por ninhos de aranhas

Em São Roque, os pedestres que passam pela rua Marechal Deodoro e pela Rua São Paulo, próximo a prefeitura, estão preocupados com uma grande quantidade de ninhos de aranhas que se estendem sobre a calçada das duas vias.

Na rua São Paulo, uma pequena região de mata localizada dentro de um terreno, fez com que diversas aranhas surgissem pela calçada no alto de algumas árvores, formando uma espécie de ‘túnel’.

Quem passa pelo local, notoriamente vê as aranhas e fica com medo de seguir pela via, temendo que uma delas caia ou que alguém seja picado. As aranhas presentes no local são de espécies diversas, como a Nephila clavipes, uma espécie comum de aranha que vive nas regiões mais quentes das Américas, podendo ser encontrada da Argentina aos Estados Unidos.

As fêmeas destas aranhas constroem teias enormes, muito bem elaboradas e simétricas, às vezes chegando a 1 metro de diâmetro. Elas as elaboram estrategicamente entre os galhos das árvores, numa altura em que costumam voar insetos, como borboletas, mariposas, gafanhotos, de que essas aranhas se alimentam. A seda pegajosa de sua teia é conhecida por sua grande resistência. Tamanha resistência faz com que até mesmo pequenos pássaros, em pleno voo, sejam capturados pela teia.

Moradores relataram também a presença da Aranha-marrom (Loxosceles), facilmente encontradas em regiões de clima quente, sua picada é extremamente dolorosa e necrosante, e se não for tratada rapidamente pode trazer problemas irreversíveis.

Elas possuem cerca de 4 a 6 centímetros e não costumam atacar, geralmente picando apenas se entrarmos em contato direto com elas. Apesar disso, ela é a maior causadora de acidentes com aranhas no Brasil. Nos casos mais graves, a área ao redor da picada começa a necrosar e é formada uma ferida aberta.

Pode-se levar meses para a pele ser curada, necessitando enxertos de pele e em alguns casos, os membros precisam ser amputados. Para que o problema seja resolvido, os moradores da cidade podem solicitar na prefeitura, através de um protocolo, para a limpeza das vias urbanas.