Crédito rural cresce 6% no Plano Safra 2025/2026; cesta básica sobe em 24 capitais e acordo Mercosul-UE avança – O Democrata

O agronegócio brasileiro inicia 2026 sob influência direta de crédito, preços e geopolítica. Dados oficiais apontam avanço nas contratações do Plano Safra 2025/2026, enquanto o custo da cesta básica sobe na maioria das capitais. No cenário externo, o acordo entre Mercosul e União Europeia volta ao centro do debate no Congresso.

Crédito rural mantém desempenho positivo no Plano Safra 2025/2026

O crédito rural empresarial registrou crescimento no período inicial do Plano Safra 2025/2026.

Entre julho de 2025 e janeiro de 2026:

  • Os recursos contratados somaram R$ 316,57 bilhões, alta de 6% em relação ao mesmo intervalo da safra anterior.
  • Os recursos concedidos alcançaram R$ 307,11 bilhões, crescimento de 3%.

Os dados são do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central.

No mesmo intervalo, o Plano Safra 2025/2026 contabilizou R$ 205 bilhões em desembolsos no Brasil, segundo relatório da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, elaborado por seu Departamento Econômico. O documento apresenta análise detalhada do cenário nacional e paulista.

Cesta básica sobe em 24 capitais brasileiras

O valor do conjunto dos alimentos básicos aumentou em 24 capitais entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026.

A informação consta na Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos, divulgada em parceria pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

As maiores altas foram registradas em:

  • Manaus
  • Palmas
  • Rio de Janeiro

O levantamento reforça a pressão sobre o custo dos alimentos no início do ano.

Acordo Mercosul-UE reacende debate no Congresso

O avanço do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia no Congresso Nacional reacendeu discussões sobre seus impactos no agronegócio brasileiro.

Durante reunião da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul), no Senado, parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) defenderam a aprovação do tratado. No entanto, alertaram que as salvaguardas negociadas com os europeus podem limitar ganhos imediatos e exigir ajustes internos para manter a competitividade do setor.

Geopolítica e agronegócio em pauta no Cosag

“Os efeitos da geopolítica mundial no agronegócio brasileiro” foi o tema da reunião de abertura anual do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag), da Fiesp.

A senadora Tereza Cristina, presidente do conselho e vice-presidente da FPA no Senado, destacou que o Acordo Mercosul-União Europeia, assinado em janeiro de 2026, pode trazer benefícios ao Brasil, embora esteja distante do ideal.

Segundo ela, sob sua presidência, o Cosag seguirá a linha de trabalho desenvolvida por Jacyr Costa, ex-presidente do conselho, mantendo-se como referência da agroindústria nacional.

Regularização fundiária e Cozinhalimento em Rosana

O Governo de São Paulo entregou, em Rosana, 166 títulos de regularização fundiária — sendo 51 rurais e 115 urbanos — e inaugurou a primeira unidade do programa Cozinhalimento instalada em assentamento rural no Estado.

Durante a cerimônia, o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, afirmou que a regularização garante segurança jurídica aos produtores, permitindo investimento, planejamento e estabilidade no campo.


Fruticultura brasileira reforça presença internacional

A fruticultura nacional ampliou sua presença no mercado externo durante a Fruit Logistica, maior feira global do setor de frutas frescas.

A Abrafrutas, por meio do projeto Frutas do Brasil, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações (ApexBrasil), destacou o protagonismo do Brasil no comércio internacional de frutas.

Tilápia tem preços firmes e melhora poder de compra do produtor

As cotações da tilápia permanecem firmes neste início de ano na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea, com exceção do oeste do Paraná.

O cenário, aliado à queda recente nos preços da ração, elevou o poder de compra do produtor ao maior nível da série histórica do Cepea, iniciada em julho de 2021, considerando os dados de janeiro de 2026.


O início de 2026 confirma um ambiente de ajustes e oportunidades no agronegócio brasileiro, marcado por expansão do crédito rural, pressão sobre alimentos e negociações comerciais estratégicas.

Com informações de assessorias.
Jornalista Mauricio Picazo Galhardo

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