Conheça a história de Alumínio, que completou 27 anos

O município de Alumínio é o mais novo da região, com apenas 27 anos de emancipação, celebrados neste dia 2 de abril. Já fez parte dos municípios de São Roque e Mairinque, e está inteiramente ligada com a história da fundação da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA).  

A origem de Alumínio inicia-se no anos 1890: ao tomar conhecimento das reservas de calcário existentes, o Cel. Antônio Proost Rodovalho adquiriu terras nas proximidades do município de São Roque, dando a elas o nome de Fazenda Santo Antônio. Ao comprar a fazenda surgiu a primeira iniciativa para a fabricação de aglomerantes hidráulicos e as primeiras providências para a instalação de uma fábrica de cimento. Assim, após a construção de um prédio em 1892, deu-se início à fabricação do cimento “Rodovalho’’ e em 1899 foi fundada a estação ferroviária de Rodovalho, em homenagem ao coronel, na Estrada de Ferro Sorocabana.

Em 1921, a fábrica acaba sendo fechada e em seguida vendida para o imigrante português, Antônio Pereira Ignácio que continuou com a fabricação de cimento. Como a indústria de cimento dava bons resultados, em 1935, Antônio Pereira Ignácio, resolveu construir uma grande fábrica de cimento no bairro de Santa Helena, em Votorantim. Com a inauguração dessa fábrica em 1936, o cimento passou a chamar “Cimento Votoran”, prevalecendo com este nome até os dias atuais. Nessa época a fazenda que chamava Fazenda Santo Antônio, passou a bairro do Município de Mairinque e a chamar Rodovalho. Portanto, em Rodovalho ficou somente a indústria de cal hidráulica, olarias, extração de pedras e a exploração de lenha para suprir as necessidade da empresa que continuava sendo administrada, também por Pereira Ignácio.

Em 1941, foi fundada a Companhia Brasileira de Alumínio, que iria se instalar ao lado da estação Rodovalho, mas a guerra impediu a sua imediata implantação. Somente em 1946, a Estrada de Ferro Sorocabana mudou o nome da estação de Rodovalho para Pereira Ignácio e, logo depois, para Alumínio, originando o nome do pequeno núcleo urbano que ali estava se formando. A Cia. Brasileira de Alumínio iniciou as suas operações somente 14 anos depois da sua fundação, em 1955. Com a instalação da C.B.A, o bairro passou a chamar Alumínio, assim como a Estação Ferroviária. Entretanto, continuou a pertencer ao Município de Mairinque.

Após anos de luta e expectativa, o populoso bairro é elevado à categoria de Distrito da cidade de Mairinque pela Lei Estadual nº 2.343, de 14 de maio de 1980, aprovada pela Assembléia Estadual e promulgada pelo Governador Paulo Salim Maluf, dando assim o primeiro passo para sua emancipação. Com a elevação à distrito de Mairinque o bairro recebeu a demarcação territorial, estabelecendo suas divisas entre os Municípios de Mairinque, Sorocaba, Votorantim e Ibiúna.

A emancipação do município ocorreu somente em 1991, através da Lei nº 7.664/1991, sancionada pelo então governador Luís Antônio Fleury Filho. Uma curiosidade é que nessa mesma lei também foram criados os municípios de Araçariguama, Pedrinhas Paulista, Bertioga, Suzanópolis, Santo Antônio do Aracanguá, Canitar, Barra do Chapéu, Emilianópolis, Novais, Nova Canaã Paulista, Saltinho, Cajati, Campina do Monte Alegre, Aspásia, Vargem, Piracaia, Potim, Alambari, Itaóca, Tuiuti, Arapeí, Estiva Gerbi, Engenheiro Coelho, Ribeirão Grande, Hortolândia, Holambra, Elisiário, Bom Jesus de Itararé, Pontalinda, Parisi, Taquarivaí, Marapoama e São João de Iracema.  

Em 03 de outubro de 1992, a população de Alumínio elegeu seu primeiro prefeito, Sr. José Aparecida Tisêo e seu vice Ancelmo Carlos Ramos dos Santos, bem como os primeiros vereadores: Jaime Henrique Duarte, Geraldo de Oliveira Campos, Diná Inêz de O. Silva, Vítor Lippi, Luís Tisêo, João Batista da Silva, Raimundo Azevedo Ferreira e Paulo Simões.

Atualmente, o município faz divisa com Mairinque, Sorocaba, Votorantim e Ibiúna, além de uma população estimada em 18 628 habitantes.

Confira alguns registros do fotógrafo aluminense Adriano Ávila: