Membros da Sociedade Civil pedem saída do “GT” da Lei Aldir Blanc em São Roque

Alguns membros da sociedade civil do Grupo de Trabalho da Lei Aldir Blanc em São Roque/SP pediram a saída do Grupo de Trabalho após inúmeras ocorrências e desentendimentos com membros da Divisão de Cultura.

Abaixo seguem os principais pontos dos membros que pediram a saída do GT:

  • O GT da Lei Aldir Blanc foi criado para fiscalizar o andamento da lei no município, não somos funcionários da Divisão de Cultura e não temos como atribuição, enquanto sociedade civil, ficar de plantão no CECT Brasital. Reforçamos que, mesmo assim, temos procurado formas de contribuir, sugerindo os plantões online e temos procurado divulgar da melhor maneira todos os processos para todas as pessoas possíveis, nos colocando à disposição para tirar dúvidas de qualquer pessoa;
  • Os integrantes da Divisão de Cultura se queixam de serem poucos para atender a demanda. Vale frisar que é o único trabalho que estão realizando no momento, pois toda a verba da Cultura foi congelada, 100%, algo completamente inadmissível! Municípios vizinhos têm trabalhado com ações online para fomentar a cadeia produtiva durante a pandemia. A Divisão de Cultura não fez absolutamente nada nos últimos meses e ainda parece estar focada em criar inimizades entre a classe artística, apoiando e atendendo alguns grupos em detrimento de outros;
  • Recebemos relatos de que os membros da Divisão de Cultura têm se queixado para artistas que os procuram que não estamos colaborando. Uma atitude extremamente inadmissível, quando estamos buscando qualificar o processo, compartilhando documentos e fazendo constantes correções em textos de editais que chegam de última hora para avaliação;
  • Profissionais da Cultura da cidade e região têm nos relatado que membros da Divisão de Cultura têm se queixado da dificuldade de diálogo com a sociedade civil, quando na verdade ocorre o inverso. Vários momentos do GT foram atacados pessoalmente em reuniões de forma agressiva e injusta, inúmeras vezes;
  • Uma das importantes correções que fizemos nos editais, antes dos lançamentos, foi evitar que a Divisão de Cultura colocasse como critério de seleção diferencial quem tivesse prestado “trabalhos voluntários” para a Divisão nos últimos anos, compreendendo apenas os anos da atual gestão. Corrigimos isso várias vezes, dada a insistência da Divisão de Cultura;
  • Outro ponto fundamental que corrigimos foi a exigência de contratação de pareceristas para avaliação dos projetos. A Divisão de Cultura queria trabalhar com “voluntários”, indicados por conhecidos. O que poderia gerar um processo litigioso para todos os participantes;
  • Um fato absurdo que não conseguimos corrigir foi a AUTOMÁTICA Homologação dos Cadastros de artistas, espaços, empresas, associações, enfim, sem avaliar os documentos comprobatórios. Quem aqui concorda com isso? Como pode homologar cadastros sem conferir documentos e sem o envio de comprovação das informações?
  • Os integrantes da Divisão de Cultura dizem que estão trabalhando há meses na Lei Aldir Blanc. No entanto, prejudicaram a participação social durante o processo com o episódio lamentável que culminou com o cancelamento da eleição do Conselho Municipal e do Fórum Permanente de Cultura.

Após os inúmeros ataques, falta de ética dos membros da Divisão de Cultura com nosso trabalho, insistindo de forma permanente em criar um ambiente de desconforto e conflito com a classe artística local, informamos nosso desligamento do GT da Lei Aldir Blanc.

Foram meses de estudos, compartilhando documentos, cobrando respostas que nem sempre chegavam em tempo.

Tentamos qualificar o processo da melhor maneira possível. Processos democráticos estão sujeitos a críticas e nunca tivemos problemas com isso, mas não admitimos ataques de forma caluniosa e permanente por gestores completamente desqualificados para legitimar processos de participação social.

André Pezzotta

Marília Olímpio

Mário Sérgio Barroso

Wesley Furquim