Obras de Ricardo Carvão compõem o acervo da ALESP há 18 anos

Dentre as 1.502 obras presentes no acervo artístico da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, estão dois trabalhos do escultor Ricardo Carvão. Expostas há 18 anos no Palácio 9 de Julho, as criações “Sem Título”, das séries “Fitas”, e “Tubismo”, procuram ser um alimento para o espírito, segundo o artista.

As obras chegaram à sede do Legislativo em 2003, em homenagem aos 450 anos da cidade de São Paulo, quando o governo do Estado convidou escultores para expor seus trabalhos na capital paulista.

As produções de Ricardo Carvão podem ser encontradas no jardim da Alesp, próximas ao estacionamento dos funcionários, com entrada na avenida Sargento Mario Kozel Filho.

A escultura da série “Fitas” é feita de aço e tinta e tem uma extensão curva com as duas pontas cruzadas, assemelhando-se a um peixe, com 55 centímetros de altura. Já a que compõe a série “Tubismo”, que tem como base o alumínio, são como tubos verticais com dobras arredondas nas partes inferiores e superiores, tendo 2,85 metros de altura.

O acervo artístico da Assembleia está passando por um processo de revitalização. Desde o início deste ano, as obras estão sendo catalogadas, higienizadas e redistribuídas com base em critérios artísticos e museológicos.

Carvão disse estar feliz com essa inciativa. Para ele, a presença de seus trabalhos em um espaço como o da Assembleia “é muito gratificante”. “Eu sempre sonho com as minhas obras em espaços públicos, porque, independente de classe social, de nível cultural, pode ser apreciada por todos, então se torna uma coisa mais democrática”, declarou.

Para ele, as produções podem proporcionar ao público uma fuga da realidade. “A gente é bombardeado constantemente, diariamente, por notícias que pesam, então que a minha obra seja um bálsamo, um momento de deleite e de apreciação que alimente o espírito”, afirmou o artista.

Biografia

Nascido em 1949, em Belém do Pará, Carvão se interessou pela arte nos anos 1970, quando começou a usar o couro como matéria prima no desenvolvimento de suas obras, mas em 1979, trocou o material orgânico pelo aço. Hoje, o artista afirma que sua técnica é diversificada. “Sempre procurando variar”, disse.

O paraense se mudou para a capital de Minas Gerais aos 15 anos, aonde tem diversos de seus trabalhos expostos por pontos da cidade. Um dos mais famosos é o “Monumento à Paz”, na Praça do Papa, em homenagem à visita do pontífice João Paulo 2º à Belo Horizonte, em 1980.

Fonte: Assembléia Legislativa de SP