Decisões importantes

A semana marcada pela condenação do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), em segunda instância, provocou grande repercussão no país e no mundo. Além da manutenção da condenação, eles ampliaram de 9 anos e 6 meses para 12 anos e 1 mês a pena de prisão do ex-presidente, com início em regime fechado. Tal decisão, que avalia o caso do Triplex em Guarujá (SP), ainda terá recurso no STF e no STJ, mas até lá o ex-presidente já poderá estar preso.

A justiça brasileira tem trabalhado arduamente contra os atos de corrupção no Brasil nos últimos anos, e mostrado que “não é mais possível admitir que o dinheiro público viaje na bagagem da impunidade”, como pontuou o desembargador Leandro Paulsen durante sua explanação na quarta-feira, 24. Mesmo que ainda existam recursos de defesa, a justiça está “mostrando trabalho” e dando ao povo brasileiro um pouco de esperança sobre decisões importantes que precisam ser tomadas para o recomeço de um país mais limpo com uma política menos “descarada”.

Sobre aproveitar o momento de decisões importantes, a Cultura de São Roque está deixada de lado. Sabe-se que prioridades existem, situações emergenciais estão evidentes na cidade, como o destino da Santa Casa, ou as falhas apontadas por munícipes nas questões do transporte público. Mas é possível sim proporcionar o mínimo de Cultura para a população. O exemplo de cidades vizinhas (bem menores que São Roque), como Araçariguama, ou Mairinque, que já definiu o calendário cultural do ano todo, coloca a Terra do Vinho, que traz no seu codinome, além da gastronomia, a cultura de um povo, em último lugar.

A Fanfarra Schoenacker, que leva o nome de uma importante cidadã são-roquense, premiada no último ano em diversos campeonatos perdeu seu apoio do Governo Federal e em São Roque, não conseguiu nada. Talentos, crianças, jovens, que lutam pela Cultura, mas não vencem a batalha sozinhos. Não adianta investir em Turismo, sem olhar com o mesmo carinho para a Cultura. Chegou a hora de uma decisão importante para esse segmento na cidade, pois “a gente não quer só comida”. A população quer e precisa de muito mais que isso.