Tesouro Direto é o caminho para investidores cautelosos? | Destaques
Imagem de Steve Buissinne por Pixabay

Investir é a forma de fazer render o dinheiro que foi economizado e, assim, aumentar o patrimônio financeiro. Na avaliação de especialistas da área, também é a melhor estratégia para impedir a desvalorização frente à inflação. No entanto, aplicar também implica riscos, o que pode causar dúvidas aos mais cautelosos.

Com a taxa básica de juros Selic em 11,75% ao ano, o investimento em renda fixa tornou-se mais atrativo. O percentual foi definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em março, e a perspectiva é de que a Selic seja mantida no patamar mais elevado como estratégia para combater a inflação no país. Como reflexo, as aplicações que têm a remuneração atreladas à taxa básica de juros estão mais rentáveis.

A renda fixa é considerada mais segura em comparação com a renda variável, pois engloba os títulos públicos do Tesouro Direto, que têm a garantia do governo federal, e opções que possuem a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para valores até R$ 250 mil, como é o caso dos Certificados de Depósito Bancário (CDB), das Letras de Crédito Imobiliário (LCI), das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), dentre outros.

Por isso, organizações como a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e a Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) recomendam a renda fixa como o caminho a ser seguido por quem deseja começar a investir ou quem já investe e possui um perfil mais conservador, que prioriza a segurança das aplicações em relação ao retorno financeiro.

Tesouro Direto é a melhor opção

O Tesouro Direto é apontado como o investimento mais seguro do mercado financeiro. Segundo a Anbima, a justificativa se dá pelo fato de que, na prática, quem adquire os papéis “empresta” dinheiro ao governo federal para resgatá-lo posteriormente com juros. O recebimento é certo, já que não há o risco de inadimplência por conta da “falência” do governo, como pode acontecer com a aquisição de títulos emitidos por bancos ou na compra das ações de uma empresa.

Por isso, neste momento, os investidores mais cautelosos podem optar pelos títulos públicos do Tesouro Direto que tenham a remuneração atrelada à Selic. Para isso, é necessário fazer um cadastro no portal do Tesouro Direto. Em seguida, deve-se realizar uma transferência para a instituição financeira informada durante o cadastramento e escolher o título público de sua preferência. 

Embora o processo seja simples, a Anbima destaca que é preciso estudar as características dos investimentos antes de começar a investir. Além da segurança que, no caso do Tesouro Direto está garantida, é preciso considerar a liquidez e o prazo de resgate.

Alerta sobre diversificação

A Abefin faz outro alerta. De acordo com a associação, não é aconselhável aplicar todo o dinheiro em apenas um tipo de investimento. Por isso, é importante analisar outras opções que se mostrem compatíveis com o perfil e os interesses do investidor.

Neste sentido, a associação recomenda que os mais cautelosos busquem outras opções dentro da renda fixa além dos títulos públicos, como os CDBs pós-fixados e os fundos DI.

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