E vamos as Favas?

A vagem da fava é rasa, alongada e ligeiramente curvada, medindo em média sete centímetros de comprimento. Elas são originárias do Oriente segundo os primeiros restos arqueológicos datados de seis a sete mil anos A.C.. A sua utilização como alimento foi difundida pela região mediterrânica, tendo o Império Romano um papel importante no aumento do seu consumo. A expansão marítima fez chegar a fava à América. Ela pode ser consumida como uma espécie de substituto do feijão. É um alimento que se destaca por ter benefícios variados e propriedades medicinais importantes. Com nome científico de Vicia faba, é também conhecida pelos nomes de feijão fava e feijão de lima. É rica em amido, um nutriente que fornece energia ao organismo, carrega altas taxas de ferro, vitamina do complexo B e magnésio. E também é rica em potássio, responsável por controlar a pressão arterial.

Pode se adaptar com facilidade a uma variedade de climas. Porém, sua preferência para o cultivo é por ambientes frescos e de sol intenso; já que se desenvolve melhor nessas condições. Mas um ponto importante na hora de plantar a fava é a escolha da sua semente. Pois, esta planta dispõe de uma variedade de tipos, entende-se que cada uma delas é mais apropriada para um tipo de cultivo e ambiente específicos. Em climas quentes o cultivo da fava deve começar no fim do outono e nos temperados no início da primavera. Suas sementes devem ser plantadas a pelo menos 5 centímetros abaixo da superfície do solo, com espaçamento aproximado de 20 centímetros entre elas. O período aproximado para a colheita das vagens da fava começa a partir de três meses após o plantio; e este tempo pode variar até aproximadamente oito meses depois da semeadura da planta. No Brasil, é plantado especialmente nas Regiões Nordeste e Sul, bem como, no Estado de Minas Gerais. Pode ser usada em receitas in natura, ou em misturas industrializadas como uma fonte de proteínas.

O cobre, o ferro, o cálcio e o magnésio presentes na fava ajudam na manutenção da saúde das células corporais, fortalecendo a imunidade e aumentando a energia corporal. Por ser um alimento rico em dopamina, ela auxilia nos sintomas de estresse e combate sintomas de depressão e ansiedade. O ácido fólico faz parte das propriedades da fava, diminuindo consideravelmente o risco de defeitos congênitos durante a gravidez.

Fica claro, portanto, que o consumo regular da fava é uma ótima pedida; tanto para quem busca alternativas para fugir da rotina do feijão comum, como para quem busca ter maior qualidade nas refeições em seu dia a dia. No Brasil consumimos muito feijão com arroz e isso não é segredo para ninguém. Então fazer a troca por um prato com fava irá enriquecer sua receita, além de oferecer uma boa quantidade de proteína e minerais para seu organismo. A Fava (não confundir com feijão-fava) é a denominação de uma ou mais espécies de plantas da família das Fabaceae, em especial da espécie Vicia faba. Ao contrário do feijão, a fava tem a sua radícula numa das pontas espalmadas e não ao centro. Ela pode auxiliar nosso organismo fornecendo vitaminas e minerais que podem:

● Tratar anemia ferropênica
● Combater doenças infecciosas
● Controlar a pressão arterial
● Estabilizar a frequência cardíaca
● Diminuir estresse e irritação
● Estimular a digestão
● Melhorar o funcionamento do intestino
● Controlar o colesterol

Curiosidade:

Por ter uma coloração variada, ela também pode ser chamada de fava verde ou fava branca; embora seja encontrada, em tonalidades de castanho, roxo e vermelho, e também em preto. Pela beleza de suas flores, é considerada uma planta ornamental, sendo boa para a composição de buquês em vasos e arranjos de decoração. Concluindo então, que além de alimentar nosso organismo, pode ser utilizada como decoração para embelezar ambientes.

Silvia Hermida – Bióloga e Produtora Rural

Fonte: VIEIRA, R. F. A cultura do feijão-fava. Belo Horizonte, v. 16, n. 174, p. 30-37, 1992.

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