Clubes endividados e exemplo da Europa abrem espaço para novo tipo de patrocínio

Os sites de apostas esportivas estão entrando no país do futebol e parece que dessa vez para ficar.

Com a assinatura da lei 13.756/18, em 12 de dezembro de 2018 pelo então presidente da República, Michel Temer, (decorrente da Medida Provisória 846/2018) que, entre outras matérias, cria a modalidade de apostas esportivas no Brasil, criou-se um novo mercado de patrocínios.

Paralelo à essa situação, temos a saída da Caixa Econômica Federal do futebol. Medida tomada pelo Governo Bolsonaro para contenção de despesas. O banco estatal chegou a patrocinar 25 clubes de futebol das Séries A e B no Brasil.

Somando-se tudo isso, os clubes encontram-se endividados. Segundo levantamento do portal R7, a dívida dos clubes brasileiros chega a valores exorbitantes.

Botafogo encabeça o grupo dos endividados com R$ 719 milhões, Internacional com R$ 700 milhões e Fluminense com R$ 560 milhões fecham o “pódio do desespero”.

Estamos falando de clubes de tradição, torcida e história. O TOP 10 é fechado pelo clube que possui o maior número de torcedores do país, o Flamengo.

Com uma dívida estimada em R$ 335 milhões, o Flamengo fecha patrocínio com site de apostas também e embarca na linha das outras equipes brasileiras e abre as portas para esse novo modelo de patrocínio que parece virar tendência no país.

Tomando como exemplo a Premier League, onde metade das equipes possuem as casas de apostas como patrocinador máster, a segunda divisão inglesa também segue os passos as primeira.

Subiu para 70% o número de equipes patrocinadas por esse nicho de mercado. Segundo pesquisas, a indústria britânica lucrou 14,4 bilhões de libras entre 2017 e 2018. O Brasil deve seguir a tendência mundial e regulamentar as apostas esportivas em breve, esse é um mercado que pode ajudar não apenas o futebol, mas o esporte brasileiro em geral.