Valores dos e-Sports impressionam e brasileiros brilham

Fonte: Pixabay

Já se foi o dia em que jogar videogame era somente por divertimento junto com os amigos do colégio. Parece que esse era um hobby dos jovens há muitos anos, entretanto a mudança ocorreu muito rapidamente e em poucos anos o hobby se tornou uma profissão e muito bem remunerada.

Estando posicionado entre os maiores mercados do mundo nos games, o Brasil juntamente com a China e os Estados Unidos crescem vertiginosamente nos chamados e-Sports.

Segundo matéria do site de bets em eSports Betway, estima-se que os valores envolvidos nessa modalidade ultrapassam o US$ 1 bilhão por ano e deve chegar a 1,5 bilhão até 2022. 

Nem mesmo os esportes mais tradicionais tem atingido uma audiência tão grande como os campeonatos de e-Sports. Para se ter uma noção, em 2019 ela foi de mais de 450 milhões de espectadores ao redor do mundo. O número de jogadores de algum tipo de game seja em seus computadores, consoles ou mesmo celulares tem crescido assustadoramente. A faixa etária desses jovens fãs dos e-Sports está concentrada entre os 25 e os 34 anos.

Os jogadores profissionais de e-Sports acabaram montando equipes fortemente patrocinadas e participando de campeonatos vistos em escala mundial por milhões de seguidores.

As grandes empresas, observando o crescimento astronômico desse nicho, começaram a patrocinar esses eventos que distribuem prêmios verdadeiramente milionários.

A revista Forbes publicou recentemente uma matéria sobre e-Sports citando as três equipes mais valiosas do mundo e as somas são impressionantes.

A primeira delas a TSM (Team SoloMid) baseada em Los Angeles avaliada em U$410 milhões e com uma receita anual de US$ 45 milhões para este ano. A segunda equipe mais valiosa a Cloud9 de origem também americana avaliada em U$350 milhões e a terceira a Liquid de origem holandesa com US$ 320 milhões.

Por trás dessas grandes equipes existem grandes investidores e muitos da área esportiva como Michael Jordan na Liquid, David Beckham da Guild, Bale com a Ellevens Esports, Griezmann com a Grizi eSports e Daniel Alves com a Good Crazy, nome inspirado no “Maluco Beleza” de Raul Seixas segundo o próprio Daniel Alves. O jogador do São Paulo foi entrevistado pela Betway e explicou a razão para seu investimento.

“Os pioneiros sempre vão sair na frente. Eu acredito que o mercado vai se conduzir pra isso. É um segmento a se ter em conta, pois o crescimento é gigantesco, e a audiência também. As pessoas estão seguindo. A tendência é de ir para esse meio”, afirmou.

Alguns dos mais importantes clubes do futebol europeu e nacional já participam nos e-Sports como o Ajax, PSG, Manchester City e as equipes brasileiras como o Santos, Flamengo, Corinthians, Vasco, Atlético Mineiro e outros que também participam dos campeonatos com suas equipes próprias.

Audiência e valores gigantes no mundo inteiro

O Santos foi um dos clubes brasileiros pioneiros em investir no e-Sports. Em 2020 sua equipe feminina foi considerada uma das melhores do País. Com a chegada da pandemia os e-Sports se tornaram ainda mais populares nos Estados Unidos com o campeonato LCS (League of Legends) atingindo um pico de 550 mil espectadores simultâneos nas suas finais e totalizando US$ 35 milhões durante o campeonato.

Aqui no Brasil o Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLOL) também chegou aos 450 mil espectadores simultâneos na final da Primeira Etapa.

As equipes brasileiras também chamadas de “organizações” (orgs) tem aumentado dia a dia e se tornando profissionais, como por exemplo:

  • Loud
  • Team Liquid
  • Los grandes
  • Corinthians eSports
  • Pain GamingFluxo
  • Flamengoesports
  • Ninjas in Pyjamas
  • Furia.
  • MIBR

Um dos grandes responsáveis pela divulgação cada vez maior dos e-Sports no Brasil é sem dúvida a televisão. Alguns canais como a SporTV e ESPN fazem transmissões em direto de eventos dos mais variados, inclusive comprando direitos exclusivos de transmissão.

Este ano o Brasil fez bonito no Six Invitational 2021 – campeonato de Rainbow Six Siege disputado em Paris.  Nada menos do que duas equipes brasileiras disputaram a final da competição, sendo a campeã a Ninjas in Pyjamas, que ganhou do Team Liquid na final.

Para completar com chave de ouro, a equipe terceira colocada também era brasileira, a MIBR. As três equipes nacionais trouxeram juntas para casa a quantia US$ 1.975.000,00, ou seja, mais de R$10 milhões de reais.

Em 2020 tivemos vários campeões brilhando em torneios internacionais.  No simulador de futebol, Zezinho sagrou se campeão do Mundialito em Paris e Pedro Resende vice-campeão do Mundial de Clubes.

No Magic, quem levou o prêmio de US$ 300 mil como campeão foi o brasileiro “PV” ou Paulo Vitor. Ele acabou derrubando o recorde de maior premiação individual que pertencia a outro brasileiro o “GuiFera” campeão mundial de PES em 2017, quando faturou US$ 200 mil.