História do vinho brasileiro

Foto: Vinícola Goiás – Itaberaí/GO

PARTE 10 – VINHO DO CERRADO – GOIÁS

A história da viticultura do Cerrado Goiano começa no final da década de 2000 com o coronel septuagenário José Antônio Pires Gonçalves, natural de Porto Alegre, produtor de cachaça de qualidade e do rum o multipremiado Barão do Cerrado, resolveu partir para vitivinicultura para produzir o melhor vinho possível, importou mudas da França (Pinot Noir, Cabernet Sauvignon, Syrah e Sauvignon Blanc.), tratou o solo da fazenda, contratou enólogos, criou um sistema de defensivos naturais para que as vinhas fossem mais naturais possíveis, etc., porém problemas pessoais fez com que o coronel abandonasse os projetos e mudasse para o Rio de Janeiro e as poucas garrafas produzidas ficaram perdidas pelo tempo.

Com clima seco e uma amplitude térmica bem propícia ao cultivo das uvas, a serra de Goiás se torna uma local perfeito para produção de uvas que amadurecem até o ponto ideal para a produção de vinhos, com um ciclo de maturação completa, passando a ser uma das mais novas regiões produtoras de vinhos finos.

Vinícola Goiás

A Vinícola criada pelo casal Danilo e Vanilda Padilha Razia em 1998, oriundos de Bento Gonçalves – RS, hoje possui mais de 12 hectares de vinhedos e produz suco de uva natural com as variedades Bordô e Isabel e vinhos de mesa com as cepas Bordô, Niágara Rosa e Niágara Branca.

A vinícola é uma das pioneiras no enoturismo gastronômico proporcionando roteiros e paisagismo projetados especialmente para promover uma experiência única para os visitantes.

Vinícola Serra das Galés – Paraúna

Paraúna/GO

Fundada em 2004 com a plantação inicial de 3,5 hectares, produz dos vinhos de mesa Cálice de Pedra rosado, branco e tinto, com as uvas Isabel, Violeta, Niágara e Lorena.

O vinho fino “Muralha”  é um corte  elaborado com as cepas Syrah, Touriga Nacional, que passa por  carvalho francês de primeiro uso, média tosta e  em barrica americano de primeiro uso, também com média tosta e que fica mais 6 meses em garrafa.

Pireneus Vinhos e Vinhedos – Cocalzinho de Goiás

Fundada em 2008, às margens do Rio Corumbá, produz os renomados vinhos finos “Bandeiras” (homenagem aos bandeirantes, que descobriram a região) que é produzido com a uva italiana Barbera e  “Intrépido”, produzido com uvas Syrah (85%) e Tempranillo (15%), além desses possui a nlinha varietais com menos de tempo de barrica do que os seus vinhos de ponta que compõem a linha Terroir, com as castas: Tempranillo, Syrah e Barbera.

A colheita acontece sempre nos meses de agosto e setembro, com a realização de dupla poda, conhecido também como “vinhos de inverno”.

Vinhedo Girassol

Vinhedo Girassol

É o mais recente investimento vitícola na região, pertence ao empresário Sérgio Resende cultivando uvas Syrah na fazenda da família, inicialmente uma produção de apenas 830 garrafas e realizou, também o trabalho de venda de venda antecipada.

O vinho e tem seu processo de fermentação em tanques de inox, e depois passa por um estágio de 6 meses em barricas de carvalho americano e francês, e engarrafado com o rótulo “Terroir Girassol Syrah “

A Girassol possui 2,4 hectares de uvas Syrah para o preparo do vinho (vinífera) e 0,8 hectares para cultivo de uva de mesa.

Villa Triacca – Eco Pousada e Vinícola

A Villa Triacca  produz vinho com a uva Syrah, possui ~  2,5 hectares e conta com a colaboração da EPAMIG – Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, onde serão vinificados inicialmente os vinhos.

Casa Vitor Vinhos

Plantaram 7.000 pés de Syrah em 2019, a primeira poda foi em 2020 e agora em 2021 já estarão produzindo o 1º vinho.

Vinícola Assunção

Produz uvas americanas Vitória, Isabel e Niágara Rosada, para produção de sucos de uva, e agora está plantando as cepas viníferas Syrah e Pinot Noir.

+ Parte 1 – HISTÓRIA DO VINHO NO BRASIL COMEÇOU NO ESTADO DE SÃO PAULO

+ Parte 2 – HISTÓRIA DO VINHO EM SÃO ROQUE

+ Parte 3 – A VITICULTURA NO RIO GRANDE DO SUL

+ Parte 4 – FASES DA VITIVINICULTURA NA SERRA GAÚCHA

+ Parte 5 – FIM DO SÉCULO PASSADO E INÍCIO DOS ANOS 2000

+ Parte 6 – AS CONQUISTAS DAS ÚLTIMAS DÉCADAS

+ Parte 7 – REGIÕES VINÍFERAS NO RIO GRANDE DO SUL

+ Parte 8 – REGIÕES VINÍFERAS EM SANTA CATARINA

+ Parte 9 – NOVOS “TERROIR”

Agradeço desde já quem quiser colaborar com a memória do vinho brasileiro. Podem entrar em contato! Cordialmente, Carlos Vivi!

Carlos Vivi, descendência italiana, 55 anos, graduado em engenharia civil, formado em sommelier pela ABS-SP, ciclismo como esporte e vinho por paixão, dedicando três décadas no estudo da cultura do vinho.

e-mail: vinhosvivi@gmail.com.br
WhatsApp: (11) 9.5052-8855
Santana de Parnaíba – SP

Referências Bibliográficas:

Ivan Ribeiro do Vale Junior – DuVale Wine Tasting
JORNAL DE BRASÍLIA -Turismo
Sites: vaocubo.com – Vinho, Vida e Viagem / curtamais.com.br / merceariacolaborativa.com.br