Informações inapropriadas

Quem já não foi vítima alguma vez na vida por uma informação errada ou inadequada no contexto a que se refere?

Os exemplos estão espalhados por aí, e nos deparamos com eles no cotidiano. Dada a quantidade desses “deslizes”, temos a tendência de ficarmos acostumados, uma vez que nos tornamos de certa forma, “anestesiados” por eles. Um exemplo disso, para os que dirigem, são algumas placas de trânsito com limites de velocidades plenamente descabidas para os locais onde estão. Se forem seguidas à risca, muitos incômodos poderiam advir delas. A impressão que dá, e de que quem as coloca não tem noção de volante. Uma vez que esses casos são contínuos, o motorista é levado a não dar a importância devida a essas sinalizações, ignorando-as, o que é ruim. Ainda falando de trânsito, há os casos em que o motorista está seguindo as placas de orientação para chegar a determinado lugar, quando subitamente elas desaparecem, deixando a pessoa sem parâmetros para se locomover.

Com a incidência da febre amarela, que tem feito a população correr para os postos de saúde, é compreensível que os estoques da vacina acabem, mas não é correto as pessoas se depararem com um aviso de que o medicamento acabou, sem que lhes sejam dadas outras opções, ou mesmo uma perspectiva de regularização. O que acontece com as comunicações das autoridades sanitárias para a população? São inadequadas, ineficientes, incompletas, ou sem credibilidade? Ainda hoje ouço pessoas dizerem que onde moram não tem a doença porque lá não existem macacos! Não é o macaco que traz a febre, ele é apenas uma vítima que mostra com sua morte que o mal está presente naquela região. Sem a existência do animal, será preciso que humanos sejam vitimados para que o alerta seja dado.

Outro problema de comunicação que causa muitos transtornos são os boatos. Eles estão presentes nas redes sociais e em alguns noticiários, e possuem o poder de causar grandes estragos. Um agravante para esses tipos de comunicação é o fato de que muitos deles são elaborados com risco calculado, como os usados na propaganda para denegrir um produto concorrente ou mesmo um adversário. Na política vemos isso acontecer todos os dias.

O que acontece com o entendimento das pessoas? Antes de pormos a culpa nelas, é adequado analisarmos se os meios de comunicação estão falando a mesma língua do povo, e se estão sendo verdadeiros em suas afirmações. Enfim, sempre nos depararemos com cartazes, avisos ou comunicados que estarão em desacordo com a realidade.

Texto: Disney Medeiros Raposo