Institutos de Previdência de cinco municípios paulistas — entre eles São Roque, com R$ 93,1 milhões — aplicaram mais de R$ 218 milhões em letras financeiras do Banco Master, instituição que entrou em liquidação após operação da Polícia Federal. O Ministério Público de Contas já havia alertado em 2024 sobre o peso desses investimentos nas carteiras municipais e cobrado medidas de mitigação de risco.
No Rio de Janeiro, o Rioprevidência buscava trocar R$ 960 milhões investidos no Master por precatórios federais, em uma tentativa de resguardar o patrimônio dos aposentados diante de alertas feitos pelo TCE-RJ e por conselheiros do próprio fundo. A prisão do presidente do banco e a intervenção decretada pelo Banco Central interromperam as negociações e ampliaram a preocupação sobre o impacto para grandes investidores que não contam com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos.
A situação acende sinal de atenção nacional pela dimensão dos recursos públicos envolvidos e pelas investigações que apuram possíveis práticas fraudulentas no conglomerado financeiro.

