Mairinque registra três casos de meningite em 2020

A Vigilância Epidemiológica de Mairinque registrou até mês de maio, três casos de meningite no município. Conforme as informações médicas, foram dois casos de meningite viral e um do tipo W135, todos já tratados e curados, mas que levantaram a atenção dos profissionais da saúde pelo seu grau de contágio.

Luiz Pinheiro, chefe da Vigilância, explica que, por conta do surgimento de casos, se faz necessário a orientação da população sobre os riscos e quais os métodos que podem ser abordados para evitar a doença.

“Os cuidados com a higiene são fundamentais na prevenção das meningites e são muito parecidos com os cuidados que devem ser tomados para evitar o Coronavírus. Então, é fundamental lavar as mãos com frequência, especialmente antes das refeições, evitar passar as mãos em superfícies de uso coletivo, ao tossir, cobrir a boca, evitar aglomerações, deixar a casa sempre ventilada, no caso de infecção de garganta ou ouvidos não automedicar e sempre procurar um médico”, explica Luiz.

Além disso, o Chefe da Vigilância Epidemiológica ressalta que alguns sintomas da meningite podem ser confundidos com outras infecções por vírus e bactérias. “Essa doença exige uma atenção especial dos pais, que na menor suspeita devem buscar uma avaliação médica aos seus filhos, ainda mais se a criança estiver sentindo dores de cabeça com frequência e houver uma mudança no comportamento, com ela ficando chorosa, apática e desanimada”.

No calendário oficial de vacinação do SUS, algumas vacinas auxiliam na prevenção da meningite, como é o caso da vacina contra Haemophilus influenzae tipo B, que também protege contra a meningite. Além dela, desde 2011, a vacina conjugada contra meningite por “meningococo C” é oferecida na Atenção Básica sendo aplicada uma dose aos três meses; outra, aos cinco meses e a dose de reforço aos doze meses de idade.

Cabe lembrar também de a partir deste ano, SUS disponibiliza a vacina ACWY que protege contra quatro sorotipos de meningite bacteriana (as mais grave): A, C, W e Y, e que passa a ser aplicada em crianças e adolescentes de 11 e 12 anos 11 meses e 29 dias.

O que é meningite?

A meningite é uma infecção que se instala, principalmente, quando uma bactéria ou vírus consegue vencer as defesas do organismo e ataca as meninges, que são três membranas que envolvem e protegem o encéfalo, a medula espinhal e outras partes do sistema nervoso central.

Quando essa infecção ocorre, alguns sintomas podem ser observados, e a partir deles estipular qual tipo de meningite se trata: viral ou bacteriana. Nos casos virais, que correspondem a situações mais leves da doença, inclusive podendo ser tratadas com mais suavidade, os sintomas lembram as gripes e resfriados, afetando mais crianças, que têm quadros de febre, dor de cabeça, um pouco de rigidez da nuca, e mudanças consideráveis de humor.

Já os casos de meningites bacterianas são mais graves e devem ser tratados imediatamente. Como os principais agentes causadores da doença são bactérias, transmitidas pelas vias respiratórias ou associadas a quadros infecciosos de ouvido, por exemplo, o tratamento exige mais urgência.

Em pouco tempo, os sintomas como febre alta, mal-estar, vômitos, dor forte de cabeça e no pescoço, dificuldade para encostar o queixo no peito e, às vezes, manchas vermelhas espalhadas pelo corpo surgem, sendo esse um sinal de que a infecção está se alastrando rapidamente pelo sangue. Quando isso ocorre as chances da doença evoluir para sepse é alta, o que pode inclusive levar a morte do paciente.