Morte de ciclista atingido por raio serve de alerta para os adeptos da modalidade

A morte de um ciclista de 55 anos de idade no último sábado (3), enquanto fazia uma trilha com amigos em Poços de Caldas, na divisa entre os estados de São Paulo e Minas Gerais, serve de alerta para quem pratica tal modalidade esportiva e não se atenta aos perigos provocados pelas descargas elétricas.

Em São Roque, graças ao seu relevo acentuado e à beleza natural em vários pontos do município, é grande o número de pessoas que percorrem diversas trilhas, principalmente em áreas rurais. E é exatamente em locais com grande concentração de árvores que o perigo aumenta, uma vez que elas são atingidas constantemente por serem os objetos mais altos do lugar.

Mesmo que o raio não atinja a pessoa diretamente, a descarga elétrica pode matá-la com facilidade. Já em campo aberto e com vegetação rasteira, o ponto mais alto acaba sendo a pessoa, ou o ciclista no caso. Por isso, quando chover ou houver a presença de raios, o melhor a fazer é procurar abrigo em uma construção sólida e nunca de baixo de árvores, tendas ou barracas.

O acidente

Manoel de Freitas Júnior, de 55 anos, fazia a trilha com os amigos no Marco Divisório, na divisa da cidade com o Estado de São Paulo. Os outros ciclistas perceberam o afastamento de Manoel e voltaram na trilha para encontrá-lo. O corpo estava ao lado da bicicleta, a qual tinha os pneus furados.

Segundo testemunhas, não chovia no momento do acidente, mas o tempo estava nublado e com trovoadas. A dois metros do corpo, havia uma árvore rachada e caída, o que levou o Corpo de Bombeiros a considerar a morte por descarga elétrica.

A confirmação da morte por raio foi no Instituto Médico Legal. Os legistas encontraram queimaduras de segundo e terceiro grau no tórax, no lado direto do corpo e nas vias aéreas. No laudo, a causa da morte é descrita como “fulminação e queda de eletricidade natural”.