Na saúde e na doença

Falar da saúde pública ou da falta dela em São Roque, já se tornou “assunto batido”, “cliché”. Mal nos recuperamos de más notícias e logo outras surgem. Mais um bebê vítima da espera. À espera por uma estrutura, uma vaga, uma chance de nascer e viver em segurança. A falta de uma UTI Neonatal na Santa Casa e essa necessidade de depender de outras unidades hospitalares é uma angústia que nunca termina para os que dependem desse serviço. Enquanto isso, os sonhos terminam em tragédia.

Neste momento, além de tantas doenças que temos que vencer com a péssima estrutura pública oferecida, um problema grave afeta São Roque, a região, o país e o mundo: “a violência”. Tantos casos registrados nas delegacias, veiculados pela mídia, mostram que essa “doença” é grave e exige emergência. Os motivos dos crimes são os mais absurdos e cada vez mais revoltantes.

O homem acusado de tentar estuprar uma mulher em São Roque e atirar contra ela está preso. Outro foi detido após a polícia ver diversos vídeos de pedofilia em seu celular. Um traficante suborna policiais no momento da prisão. Presos de São Roque arquitetam uma fuga bem debaixo do nariz das autoridades. Na Flórida um jovem de 19 anos com um rifle AR-15 matou 17 pessoas na escola, a mesma que o expulsou por motivos disciplinares. No Rio de Janeiro então, uma verdadeira guerra se instaurou. O Carnaval foi marcado pela violência, agressões, roubos, arrastões e até quem ia para a Sapucaí teve a fantasia roubada. Não há mais limites para a violência. Não podemos prever e muito menos nos prevenir.

Deter a violência se tornou um desafio constante e indecifrável. O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, na Europa tenta buscar “tecnologia” para ter mais segurança na cidade. O governador Pezão finalmente reconhece a falha dos sistemas, publicamente. Enquanto isso, na saúde e na doença, os brasileiros, se unem em esperança e oração. Agora que acabou a purpurina, o paetê, o samba e a fantasia, o jeito é encarar a realidade dura e torcer por dias de paz.